segunda-feira, julho 20, 2015

Fórceps

A gente tenta nascer de novo, mas se esquece o quão dolorido é o trabalho do processo.

sábado, julho 04, 2015

Dias tristes, noites claras - cantarolo enquanto atravesso a rua de garoa fina e gelada, procurando os bolsos para tilintar as chaves só pelo ato automático de não ter as mãos vazias enquanto agosto custa a chegar. A mera repetição do automatismo, salvação de outrora para esses largos espaços que vezenquando abrem prenunciando os ventos de mudança, parece que não dá o lastro necessário para evitar o passo ébrio de cá pra lá. Desapropriar-se talvez seja o caminho vaticinado pelas cartas que vem do lá do Atlântico afora e concordo em assentimento mudo. Como é perversa a juventude do meu coração, cantava eu há poucos meses com um distanciamento ilusório e, das poucas coisas boas que se pode tirar, é que ainda é bom perceber-se jovem.