quarta-feira, fevereiro 27, 2013

Faço as contas e agora são seis, quase sete e a mínima possibilidade de um esbarrão. Veja bem, tenho trabalhado tanto e viajado tão pouco - e, quando viajo, há uma série imensa de prioridades que nem me deixam de sair na rua. Parcas vezes me lembro, só quando eventualmente esbarro no Guiu e as temporalidades semelhantes. Pois naquela época distante havia a sede imensa de se reencontrar no espelho bonito do outro. E isso mudou? Acho que não. Acho só que aconteceu. Aconteceu e todo resto vai se desaparecendo devagar com o vagar dos meses. Às vezes preciso apertar bem os olhos para se lembrar do que aconteceu: uma noite, umas voltas, umas músicas por aí. E tudo que me lembro era de mim: dos movimentos (in)voluntários de se fazer novo, lustrar umas partes para se fazer bonito. Era bonito, eu. O que sobra era uma Bethânia que não conhecia na época, do tempo que transforma todo amor em quase nada. Nada, nadíssima. O que sobra é essa alegria de se acordam bem e escovar os dentes, torcendo para que amanhã trabalhe-se menos e tenhamos mais dias nos trópicos, quem sabe Rio.

Nem fica o gosto amargo de pensar que tantos caracteres desaguaram sem cair em lugar nenhum.

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