segunda-feira, dezembro 10, 2012

Noturna

Noites como esta, quando me deito, concluo que vim parar um certo ponto em que nunca imaginei que chegaria.

Como quem dorme no metrô, exausto depois de um dia especialmente difícil.

Não que isto seja, necessariamente, ruim. Pelo contrário.

Fico pensando que abrirei os olhos e me encontrarei comigo mesmo: barba mais curta, cabelo também. Abraçaríamo-nos em silenciosa compreensão.

Enquanto explicaria a desnecessariedade do sofrimento vão, afagaria-me com a palpitação de um recem-chegado.

Reencontrar-se é somente uma das formas de seguir em frente.

Um comentário:

Gabriella Rebeca disse...

Gostaria de encontrar a mim mesma, mas é difícil quando antes é preciso encontrar uma pista.
Parece que só nós mesmos podemos dizer quem somos e quem vamos ser.

Gabriella Rebeca