quinta-feira, julho 12, 2012

Tenho tido algumas dificuldades em lidar com essa situação vida-adulta.

Antes parecia que havia um objetivo: era terminar a faculdade, terminar a residência, conseguir se sustentar, amar e ser amado em troca. Talvez um mochilão para Índia, talvez uma terceira língua. Parecia que toda a vida confluia para um ponto, diferentes pequenos pontos, era só olhar para frente e, perto ou longe, o objetivo estava lá.

Agora, não. Agora não há linha de chegada. Agora tem que se trabalhar para ganhar dinheiro e pagar as contas para depois quem sabe trabalhar para pagar mais contas ou para tentar trabalhar menos. Tem que batalhar para não deixar o amor cair na rotina, para que a faxineira venha, para que consertem os armários e lavar o carro, vezenquando voltar para casa e dar um beijo na mãe, ponderar os vícios, acordar cedo de segunda-a-sexta.

Vamos sobrevivendo com algum sucesso, desejando internamente que as férias logo cheguem e que os demônios fiquem longe, mordiscando os calcanhares alheios. Sobrevivendo, confesso, até com um certo charme e no pouco pudor que esta vida-adulta pode proporcionar.

Será que o resto de nossas vidas se resume a isto?

2 comentários:

Lan disse...

<3

Atlantica Blog disse...

Mesmo que não haja nenhuma linha de chegada, devemos traçá-las, para que tenhamos um ou vários objetivos. Objetivos é o que nos move, pelo menos do meu ponto de vista. Uma viagem talvez, conhecer alguém que nos faça mudar de ideia, ser um pouco... radical, realizar aqueles pequenos sonhos adormecidos e que, no fundo, ainda estão guardados. Objetivos é o que não falta para o homem.

Gabriella Rebeca