domingo, maio 13, 2012

Escrevo, apago, refaço. Redigo, repenso, até fechar o computador num baque e tentar outra coisa menos cerebral, algo até mecânico: videogame, tv-besteira, punheta. Atolado com dois pés numa rotina que sufoca e, ao final, recompensa com o vil metal em que pago o carro e o apartamento, as bebidas e a televisão a cabo, fingindo uma pretensa segurança para evitar a inevitável terapia-aos-trinta-anos onde, inconsolável, lamentarei dos amores que desfiz com os próprios dedos, a negligência com os carinhos de casa e a inutilidade que é correr de sol-a-sol perseguindo os desejos dos outros enquanto ainda se há tanta vida por se enfrentar por aí.

2 comentários:

Dot the I disse...

E sei lá quantas cacetadas de anos depois, por um acaso que nem sei explicar, caí de novo aqui, no seu blog.

Lembro de em 2004 bater ponto aqui sempre. Que bom saber que o blog não morreu. ;)

Sofia Fresca disse...

quando terminar de pagar tudo, Jogue para o ar. E vaá realizar seus sonhos de moleque, seja ele trabalhar na MTV, ou empacotar caixas nas casas bahia. Enrole, embole, revire, chacoalhe e dê um jeito!Arrisque.

"E se amanhã não for nada disso caberá só a mim esquecer..."

Sofia Fresca