segunda-feira, abril 02, 2012

Nono ano

Há tempos que tenho escrito e as coisas vão se acumulando no rascunho. Hoje respirei fundo e vamos lá?

E por falar de parcas linhas telegráficas, elas completam por estes dias nove anos. Quando penso que nove anos são um terço da minha vida, surpreendo-me com a rapidez do tempo passado e a dimensão que este diminuto espaço virtual tomou em minha vida.

A vida blogueira começou aos 18 anos, numa era em que o blog era a primeira tentativa em agregar pessoas com afinidades e propostas em comum (as ditas redes sociais viriam três anos depois, acho). Naquela época, queria escrever e sabia que escrever era um hábito, uma habilidade que se desenvolvia com o exercício. Na esteira de vários "zines" virtuais e uma galera jovem que estava reinventando o uso da internet como forma de disseminação de informação, pedi umas orientações de html e entrei no barco.

Escrevia quase que diariamente. Tanto que, pouco tempo depois, fazia uso do meu espaço virtual para ficar desparafusando as ideias, conjecturando hipóteses e, principalmente, colocar sobre a mesa as angústias e tentar transformá-las em coisas diferentes - às vezes bonitas, às vezes melancólicas, às vezes só reclamações sobre um bocado de desejos que não respeitavam meu planejamento.

Isto aqui sempre foi minha melhor terapia.

Gosto muito de pegar um determinado ano, um determinado mês e lê-lo, pensando nas coisas que eu estava fazendo, nas coisas que eu queria e na forma que tentava alcançá-las. Também gosto bastante de ler sobre um "turning point" específico, naquela situação que foi decisiva de alguma forma para mim e que me fez uma pessoa melhor (ou pior, vai saber), mais feliz ou um momento realmente especial.

Reler o blog me reforça a ideia de que a vida é feita de vários pequenos momentos bonitos e que tendemos a esquecê-los com o passar do tempo: uma música que marcou durante uma viagem, uma melancolia específica durante uma terça-feira chuvosa de julho ou a solidão de um telefonema que não aconteceu. Guardá-los e compartilhá-los é um imenso prazer. E toda vez que penso que talvez não tenha mais idade ou assunto para trazer aqui, lembro que várias vezes deixei aqui coisas desimportantes que resgatei sorrindo, brilhantes.

Devo falar mais sobre os processos no decorrer deste ano. De mais a mais estou bem, feliz, só com uns dilemas pequeno-burgueses tipo queria trabalhar menos, ganhar mais dinheiro e uma casa no campo.

Vamos seguindo, até alcançar a próxima década :)

2 comentários:

Cris disse...

gostei

silvioafonso disse...

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Vejo futuro no seu blog,
por isso vou segui-lo es-
perando que você também
siga o meu.

Um abraço,

Palhaço Poeta






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