segunda-feira, setembro 26, 2011

Por tanto tempo cantei pelos cantos, quase em oração se acreditasse em deus: "eu quero a sorte do amor tranquilo". Achei. No entanto, só veio a paz quando o "sabor de fruta mordida" encheu a boca, correu pelas veias e tomou-me de assalto como nunca havia acontecido.

Acendo uma vela, caro Cazuza, pela graça alcançada.

quarta-feira, setembro 14, 2011

Às vezes me pego contando histórias de mim para mim mesmo, e penso: que parece que foram há tanto, mas tanto, que só me pertencem porque consigo identificar um pouco delas no que sou de hoje.

Neste pouco, grande parte é um alívio em perceber que se não é mais. Outro pouco deste pouco, um orgulho em perceber: o mundo é vasto e as pernas são longas.