segunda-feira, fevereiro 21, 2011

Deixar seguir

Deixar seguir, deixar fluir - nada há além de esperar que: o emprego encaixe, a vida siga, a rotina venha. Pela primeira vez, não há aquele objetivo divisado. Não há a faixa no final da Paulista para se atravessar depois de ter subido toda a Brigadeiro.
São essas coisas obtusas de feliz-para-sempre, intelectualmente desafiado, horários decentes, sem gastar tanta vida sufocado nas vias arteriais da cidade ou nos becos escuros. Quero bons amigos sempre perto, quero você todo dia para dividir os lençóis, a escala de quem levará o cachorro para passear, aquele último pensamento bom todo dia antes de afundar no sono.

Na ausência de prazos, na ansiedade em querer tudo para ontem, na incerteza em talvez saber que nem tudo o que se quer pode ser alcançado: tenho medo, mas nem falo. Nem tenho falado muito, tanto, só umas coisinhas banais e desimportantes...

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