terça-feira, janeiro 04, 2011

Pois é

Sim, eu entendo. E também não te culpo, quer dizer, tenho a clareza em não dividir a história em mocinhos e bandidos. Passei da fase do maniqueísmo gratuito, sabe? No final das contas, cada um agiu movido tão somente pelo caminho que considerava menos indolor para si mesmo e que o resto se encaixasse depois. Fica cada um em seu canto, com seus sonhos, as suas idiossincrasias e trazendo para bem perto aquilo que vale a pena. Ficamos com o gosto amargo na boca que nunca admitiremos que existe: diremos nos bares, cada um no seu, com uma soberba característica - dos desvãos, dos desvios, as incapacidades. Diremos e repetiremos a mesma história distorcida para nos fazermos de heróis neste mundo cão cheio de gentes que não se importam e não tem sensibilidade para com o próximo. Até que a história nem doa mais, nossa história nem vibre mais, fiquemos por aí daquele jeito que poderia ser tanto e não foi por inabilidade sua, minha, dos outros.

Por hoje, te dou a benção da mágoa sem te culpar por isso. Eu, permaneço firme com a felicidade que escolhi para mim.

4 comentários:

Egídio La Pasta Jr disse...

Meu melhor abraço.

thais saccardi disse...

Nós, Bethania e o Medo

Rafael Cardoso disse...

Foda, (mais uma vez) fico parado, pensando, olhando pra caixa de comentário em branco, sem saber o que escrever.

Abraço!

Viviane disse...

Palavras que abrem a caixa da memória e cemitério do coração. Valeu