quarta-feira, novembro 24, 2010

Das levezas

Desfaço-me, então, em outras mil ternuras. Fico aqui mastigando solitário o perfume que deveria existir, mas na sua ausência, não está. Noite cai e penso que deveria estar bebendo algo, deveria estar com você por entre os dedos. Já é noite alta e, provavelmente, se escalasse a janela do seu prédio perceberia seu trigentésimo sono. Por aqui, não consigo dormir enquanto você não me deixa. Exasperação boa de querer o amanhã já logo para afagar, adular, uma lista imensa de coisas boas que tenho por aqui e não sei colocar de maneira objetiva. Só sei, quando tocar a campainha, saberei-as todas de cor e executarei-as, sem plano algum.

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