segunda-feira, outubro 11, 2010

#5 B&S Jonathan David (Jonathan David)

Visions of love recollected
Have we ever been true?


Como se houvesse entrado no jogo para perder. Vejam bem: quando digo entrar no jogo, não que tenha sido um ato consciente. Foi desses atos inconscientes, movido pela energia de quem vê a Beleza e, ah, a Beleza é irresistível. E daí, mesmo que seja para ficar sangrando pelas sarjetas tão tonto de amor não dado, sabia a validade do movimento. Pela taquicardia que é provocada, pela energia que flui dentro da esfera dos planos mais puros e bem-intencionados. Quando assumi que gostava de você, mesmo jogando contra todas as estatísticas, veio também toda fragilidade provocada pelo ato de gostar de você e, também, reinventar todos os meus cenários para que eu me tornasse novamente bonito mesmo dentro de toda a confusão instalada. Desta vez, apresentar-me mesmo que ainda um tanto inconstante e problemático, ainda um tanto confuso por toda bagagem que carregava. Por você, medrosamente joguei o I Ching procurando uma resposta afirmativa, como se encarregasse aos céus os descaminhos dos nossos passos. Sabia, como sabia, iria perder. Ficaria com o buraquinho do quarto, como se estivéssemos naquele clip de "I'll follow you into the dark" e, depois que a história encaminhasse para o destino já estabelecido, lidasse com o estalo de algo que acende o pavio e, depois, tivesse que assistir o movimento da chama que desabaria todas as estruturas e me deixaria com o benefício duvidoso do quarto todo aceso e preenchido de ausências. Adiantaria te dizer quanto esperei por algo assim? Adiantaria desenhar a sua condição ímpar e a minha sede por cantar um verso e ser compreendido, tão só? Pois então, mesmo assim, ainda que: insistiria, sem fé alguma.

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