terça-feira, agosto 10, 2010

(8)

Tenho estranhado o tempo das coisas. Vejam, já tinha acostumado com o monstro urbano, a cidade cinza e a correria sem tempo de lá para cá. Por aqui, as coisas tem seu tempo próprio. Ali pelo meio-dia, quando fica impraticável se fazer qualquer coisa útil pelo calor, as pessoas almoçam. Assim, no sentido verdadeiro da palavra: sentam, conversam, pedem seu prato e ainda arriscam uma siesta até as três da tarde. Mal-acostumado com os hábitos cosmopolistas deixo-me desacelerar, percebendo que o distanciamento também tem seu efeito elucidativo...

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