terça-feira, agosto 17, 2010

(15)

No Cosanostra, talvez o lugar mais legal de Belém, tocava Chico. Naquele pub amadeirado, um casal se levantou e começou a dançar, cheek-to-cheek: "Ah, se já perdemos a noção da hora, se juntos já jogamos tudo fora: agora diga como eu vou partir?".

Pensei: poderia ser comigo. Poderia ser eu. Poderíamos ser nós dois, como se não houvesse nada além. O tempo correria na velocidade dos continentes. Diria, enquanto entrelaçaria suas mãos nas minhas, só: vem.

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