sexta-feira, julho 30, 2010

Straight Flush

Os últimos dias tem sido particularmente confusos de uma maneira lá não muito óbvia. Acordava todo dia antes do sol nascer, sem conseguir dormir num horário decente para tal. A vida segue sem grandes atropelos: preciso ir ao banco, e o tempo? Pego o carro na oficina depois de um mês. Embanano-me na maratona dos três empregos, correndo de lá para cá ordinariamente e sem muita fosforilação. Tenho me apegado à rotina, insana, como forma de obstruir a visão do que se exibe a frente.

Como se estivesse à mesa, três cartas sob ela: rainha de copas, valete de copas, 10 de copas. Tenho na mão um rei de paus e um nove de ouros. E do meu lado, o adversário joga todas as fichas ao centro da mesa e diz: All in. É, com certeza, a mão do jogo. Faço as contas: qual a chance dele fechar o straight flush? Seria blefe? Quando a partida está ganha, ainda vale apostar alto?

No adiantado da hora, só consigo calcular todas as coisas que eu posso perder.

2 comentários:

Rhuani Amorim disse...

Você escreve muito bem, fiquei impressionada. Talento é mato.
Parabéns. Tô seguindo :)

Ruy disse...

Arrisca! Prefiro perder tendo arriscado do que jogar as cartas no monte sem saber o que o adversario tinha na mao.

Aproveito pra assinar em baixo da colega daqui de cima. Ce ta cada vez melhor!