quarta-feira, junho 30, 2010

Burn out

O amor tranquilo finalmente chegou, o suor & o sangue rendem bem mais que deveriam, a vista do apartamento é algo embasbacante, lá em casa nem é mais tão Iraque emocional. Então, feliz para sempre?

Pois é. Tenho resistido a um impulso imenso de me deixar afogar nos edredons, quase todos os dias dessas manhãs geladas. Encontro-me irritadiço, quase sem paciência. Se embarco diariamente na rotina louca de três empregos é puramente pela necessidade de movimento. É o carro batido que o seguro não resolve, o box errado que a empresa não troca. O cansaço de todas as sextas perdidas, "salvando vidas" de pessoas que te ameaçam. Quero parar de fumar, mas o pequeno prazer que a nicotina proporciona nas pausas é algo que não queria abrir mão.

Vai passar, é só momento. Repito e repetem isso para mim, quase mantra. Não há muito como escapar. Penso isso quando o despertador toca, quando bate aquele desejo de alegar insanidade e fugir para o Taiti. O que me resta, tão somente, é usar e abusar da negligência estratégica. E quando o esgotamento bate nervoso, só penso em Caio: murmuro que seja doce, sete vezes.

Um comentário:

Ruy disse...

Só posso falar uma coisa: vai passar.