sábado, março 20, 2010

Felicidade simples (2)

Daqueles sábado em que se abre mão da vulgaridade simples daquela ciranda noturna e se dorme,simplesmente. E o corpo, tão estranho dessas coisas de oito horas de sono, até levanta logo cedo sem muitas reclamações.

E daí? Quando se está em Sampa, naqueles bairros cheios de árvores tipo Aclimação ou Pinheiros, até vale a preguiça de calçar os chinelos, descer os andares e sair. Quando há sol, tanta gente passeando com os cachorros, as velhinhas indo à missa. Vale um pulo na padaria: croissants, pães de queijo, Coca-cola cheia de calorias porque não estamos nessas de dietas malucas. Também comprar o jornal, talvez a Carta Capital da semana, cumprimentar os vizinhos que também compartilham da magia de um domingo de manhã ensolarado.

E ao chegar em casa, tirar as roupas, estender a toalha milimetricamente, colocar qualquer bossa (mas, confesso, nunca fujo da doçura de Nara) e assim, nada fazer. Arriscamos cafunés, divisão do jornal: sempre começo com Imóveis, ninguém quer muito. Ficamos ali, sonhando: imagina aquele apartamento imenso, nosso? Duas plantas, um cachorro, espaço grande pra receber as visitas num almoço longo... E pensar que domingo é bom, há sempre o cinema para ir, há sempre um almoço gostoso para dividir.

Domingos assim são meus dias prediletos da semana, da vida.

2 comentários:

Anila disse...

.. meus também.

Ruy disse...

mingos como esse rola até ser cafona ao ponto de passaer pelas ruas segurando um balão vermelho amarrado em um barbante, sem medo do olhar de reprovação alheio.