quinta-feira, fevereiro 04, 2010

rascunho

Veja bem, também acho que os mistérios tem seu que de valor. Também acho que ficar perto é descobrir essas idiossincrasias, os rancores, os meneios vulgares dos quais usamos para chamar atenção. Só que gostar é mais, bem mais. O telefone tocar, surpreender-me quando chego bêbado e tão fácil para mergulhos profundos. Nunca fui muito fã do blasé, da política de negações. De nãos, já basta a vida a me dar tantos. Quero quem pegue na mão bem firme, até mesmo quando pago mico no boteco mais sujo da Consolação cantando Fágner, Oswaldo Montenegro. Até conto: quando pego, não largo mais. Quando engata, fico naquela devoção idiota que nenhum Carnaval é capaz de romper. Não me deixe solto, não me negue nada de início. Não tenho muitos segredos, sou tão sensível a sinceridades.

E é pena que, com tanto por aí, temos ficado tão presos a coisas tão rasas.

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