domingo, janeiro 31, 2010

Uma outra estação, ainda o penúltimo.

Cheguei nas últimas horas do dia, quando havia aquele tanto de laranja e vermelho no céu. O mar estava tranquilo, quase piscina, bem morninho. Cheguei tão cansado: cinco horas de estrada, duas barreiras despencaram, a embreagem do carro me passando susto. Desci a serra mastigando todos os medos possíveis. Das poucas certezas, a única era que não gostaria de reveillon repeteco do anterior. Não queria era passar a virada do ano pingando sangue, rendido à auto-piedade.

Quando cheguei, fui recebido com aquele sorriso imenso e doce. Aquela luz oblíqua do final de tarde acentuava esses traços ruivos, os olhos que só ali talvez seriam também verdes. Me puxou para uma daquelas caminhadas longas na praia, até o final. Fomos trocando idéias, essas pequenas coisas. Choveu, corremos como loucos. Segui-se um jantar, nós dois: camarões, risotos, boas energias. Mudo para Sampa em quinze dias - me disse - bom que nos veremos mais. Assim, coisas assim. Seria tudo perfeito, se não fosse por um único detalhe: o outro chegaria em dois dias.


Um comentário:

gera disse...

rsrsrs

fala sério

bom post