domingo, janeiro 17, 2010

O início

Fui no apê novo, avisar que a máquina de lavar nova chegaria. Coisa tão adulta, de ficar paquerando máquina de lavar seis meses, na vitrine. Na portaria, vejo que o paisagismo do prédio está terminado e ficou lindo. Sorrio, já já chego. A papelada do financiamento está rolando, finalmente, e minha esperança está que até o Carnaval estou por lá. Conto seis meses sem teto, roupas nas malas, vida nesta bagunça de não conseguir encaixar rotina sem ter algo para se chamar de lar. Semana que vem vou escolher piso. Ao ir embora, digo ao MASP que não se desespere: em breve chego para fitá-lo todo dia ao acordar, ao dormir, ao tomar aquela cerveja de noite para lentificar um pouco os pensamentos.

Fico feliz, mesmo na imobilidade. Parece que tudo está bem. Mesmo trabalhando tanto, ainda que exista o medo pequeno-burguês das contas a se pagar, do cartão de crédito ao final do mês. O telefone sempre toca, coisas boas vão acontecendo sem muito esforço. Por duas vezes escutei: quero trabalhar contigo, você é bom. Quero ficar sempre ao seu lado, você é doce. Reencontro passados, sem perigos. E se algo acontecer, estou de peito aberto. E quando nada acontece, até o silêncio é confortável.

De todas as certezas, talvez a mais forte é que 2010 começa com uma única proposta: libertária.

2 comentários:

Gustavo disse...

Parabéns Gabriel! Delícia isso de curtir o apê, o prédio, escolher piso, cor, luminárias, etc
Bacana saber que tu tá bem.
Abração!

yasmin disse...

lindo!
adoro seus textos, super me identifico com seus sentimentos

;*