quinta-feira, agosto 27, 2009

Apenas o fim [6]

(1) http://martiniseco.blogspot.com/2009/08/apenas-o-fim.html
(2) http://martiniseco.blogspot.com/2009/08/apenas-o-fim-2.html
(3) http://martiniseco.blogspot.com/2009/08/apenas-o-fim-3.html
(4) http://martiniseco.blogspot.com/2009/08/apenas-o-fim-4.html
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Seguiram-se dias excessivos. Vocês bem sabem que a resposta a um excesso é exatamente o excesso oposto. Fui intercalando dias de hedonismo lancinante de luzes erráticas noite adentro e Cosmopolitans e anonimidades e cervejas e paixões vulgares e desapegos até sextas-feiras de santidades e choros sinceros e lamentar-pelo-que-poderia-ter-sido e ficar ali esperando o telefone tocar e deus sabe porque diabos pedi pra ele nunca mais tocar se libertar é isso queria mesmo era permanecer sempre preso sempre cativo principalmente nestas noites vazias quando chego de carro e o apartamento está em completo desalinho sei que não terá ninguém para reclamar a geladeira árida e se eu ligasse Cazuza agora nestas noites ah nestas noites tão perigosas eu também cantaria se soubesse cantar mas até canto sem pudor nesta tristeza pungente nesta sede incessante de ver de ter de tocar de talvez carregar tanta coisa aqui dentro sem ter como dividir e ficar tolamente parado sob o taco e essa luz mortiça da rua que entra pela janela: eu tive um sonho ruim e acordei chorando, daí então eu te liguei. Será que você ainda pensa em mim?

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