sábado, janeiro 03, 2009

Two days in Rio

Deixei o Rio num Santos Dumont absurdamente vazio, quase cenário de filme blockbuster de suspense. Ao atravessar o saguão vazio, até olhei para trás procurando os zumbis comedores de cérebro que deveriam estar escondidos atrás das colunas. Não havia. Sorri.

Mas daqueles sorrisos que custam a escapar do lábio. Agridoce, melancólico. Bittersweet.

Havia começado tão bem: quando desci do ônibus, segui pela rua Vinícius de Moraes, que coincidentemente achei de primeira. E seguindo pela rua, cheguei ao cruzamento da rua Nascimento Silva. Tremendo, andei três quadras até chegar ao número 107. Daí, chorei. Não me perguntem como, mas chorei. Liguei pra tanta gente querida pra contar que estive ali, compartilhando aquele mesmo espaço que Tom ensinava à Elizete as canções de amor demais.

E daí veio tudo abaixo. Tipo Marion, em "Two days in Paris"...

Nenhum comentário: