terça-feira, novembro 11, 2008

Wandering days

"You know
My wandering days are over"
(Belle and Sebastian, num dos clássicos eternos)

Tá certo que ser reprovado numa prova não é o fim do mundo. Mas existe aquela vaga impressão de que eu poderia ter me dedicado mais. No excesso de confiança de que tudo vai dar certo no final e etc, acabei sendo ligeiramente negligente.

Tá certo que a rotina é desgastante acima da média e resolver os problemas alheios nas 8 horas diárias por 6 dias na semana (sem contar as noites, os domingos e outras prostituições para se ganhar dinheiro "fácil") exige uma resiliência absurda e áreas verdes para manter a sanidade mental num nível aceitável. Mas o ano finda com a impressão de que eu poderia dedicado mais. Que talvez devesse ter me dedicado menos a vida pessoal, ido menos ao cinema, saído menos nas quintas à noite.

Daí ligo para casa e me cobram posicionamentos, planificações. Financiamentos para comprar apartamento, planos pra daqui 5 anos, um começar-a-construir-algo-logo-pois. E até ensaio umas contas, abrir mão aqui e ali pra daqui 3 anos de sacrifício quem sabe.

Talvez meus dias de Pollyanna surtada estejam terminando. Acreditar que tudo iria dar certo no final pelo simples fato de que elas deveriam dar certo no final não tem surtido efeito. Não que algo grave esteja acontecendo, mas fica a impressão que é preciso um pouco mais de força para guinar a vida para onde ela deveria estar. A sensação nem é de imobilidade, como se fosse mero expectador do mundo: mas é que aquele momento, o turning point, está chegando. Está acontecendo. E ainda é preciso muita preparação para o momento.

Pena que ganhar na Mega-Sena não é uma alternativa válida.

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