quarta-feira, julho 02, 2008

Mid-Term

Agora que viramos a folhinha entrando neste gélido mês de julho, celebrando outro ano que chega à metade; agora que cada dia é apenas mais um dia a menos até o Natal - é hora de passar a régua, tentar apertar o passo, estabelecer novas metas.

Depois de seis meses nesta vida adulta, paro para fazer o ajuste fino dos atos e intenções. Porque, muito embora todos estes dias foram de uma felicidade leve, ora taquicárdica, ora melancólica, talvez seja hora de firmar bem os pés no chão e mirar para frente.

Faço contas para perceber que o dinheiro só dá para chegar ao final do mês. Faço planos para lamentar a falta de tempo livre, dos longos finais de semanas preguiçosos essenciais para pequenas viagens e porres. Revejo memórias antigas para sofrer novamente dessas impossibilidades, essas distâncias, essas coincidências que o destino insiste em nos colocar. Rabisco cartas vagas de desculpas, meço palavras em telefonemas e até decido viver com mais vagar e parcimônia.

Mando trazer de longe velhos livros, velhos contos. Talvez começar a escrever aquele livro que sempre me persegue, porque não? E sempre lembrar, nunca esquecer: independente por onde ou pra onde, não importando quando nem se: andar distraído, pois assim tão distraído vejo as coisas acontecerem, tão sem pressa vendo tudo se acertar sem que eu necessariamente precise fazer algo.

E que esse pequeno momento de peso se converta em leveza até esse ano iluminado terminar...

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