quarta-feira, julho 23, 2008

Burn out

Se me perguntarem o que aconteceu nestes últimos dias de julho: não sei. Conseguiria apenas listar uns 2 ou 3 eventos, céleres e pontuais, mas nada que seja assim tão assim. A verdade é que tenho trabalhado tanto (e toda vez que inicio essa construção verbal me vem Caio na cabeça terminando: e tenho pensado tanto em você - o que não é verdade). O trabalhar tanto são noites fora de casa, são noites na iminência da tragédia anunciada - com coração aos pulos que sempre há algo por acontecer. E, de tanto, tenho perdido algumas coisas essenciais.

São coisas tão pequenas que para defini-las é preciso algum esforço: aquela preguiça quando se chega em casa e encontrar a geladeira só habitada por cervejas estupidamente geladas; aqueles 15 minutos no MSN que subitamente se transformam em perigosas 2 horas de improdutividades; é um porre sem culpa (ou qualquer tipo de aventura noturna que se encaixe) de se acordar outro dia de ressaca e cara amassada sem se preocupar com a ditadura do despertador.

Tenho sentido falta de viver um pouco, actually. Das horas pra ir ao cinema, de jantar com aquele velho amigo que há tanto não vejo. De permanecer mais de dois dias à noite em casa, para: vejam, não se ter mais o que fazer.

Daí, resgato Radiohead (especialmente High and Dry, balada de outros dias tão imóveis) e Belle and Sebastian (com a sugestiva Get me away from here, I'm dying no repeat), repito uma prece íntima...

... e espero. Só espero passar.

*****

E por falar em Belle: remexendo num sempre promissor, If you're feeling sinister encontrar:

"Yeah you're worth the trouble and you're worth the pain
And you're worth the worry, I would do the same
If we all went back to another time
I will love you over
I will love you"
(Like Dylan in the Movies - Belle and Sebastian)

E essa vontade de ter pra quem mandar: pra não encontrar ninguém, ninguém...

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