quarta-feira, dezembro 05, 2007

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Moderar as exigências não é, necessariamente, contentar-se com pouco. É aprender a enxergar as limitações e, com isso, identificar o que nos prende e medirmos todo o trabalho que é necessário para que as coisas cheguem no devido lugar.

O dilema é se devo ficar feliz em ter conseguido superar as minhas expectativas iniciais e quase ter chegado lá ou lamentar por quase ter chegado lá e não ter dado por tão pouco.

Tendo, neste dezembro tépido de atropelos e pequenas alegrias, sempre optar pela felicidade. O que não me impede de me descontrolar um pouco vezenquando.

***

Sinto coragem. Uma coisa que há tempos não sentia, como naquele raro momento de bungee jump, quarenta metros abaixo e só um fio que me prendia. Sinto uma coragem tanta, daquelas de cair no vazio mesmo não sabendo se a corda vai suportar. Porque me lembro que os cinco segundos de queda foram os mais assustadores e longos - mas quando a corda traciona e experimentava por outros parcos segundos a sensação de flutuar: juro, foi a experiência mais intensa da minha vida.

Ter coragem também implica em deixar para trás - afinal, essa coisa de viver também não existe um importante componente de renuncia? Quero um 2008 brand new, aquela coisa bem Drummond. Nem que isso signifique sacrificar minha ilusão mais doce: seja para torná-la real ou seja para finalmente enterrá-la...

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