segunda-feira, janeiro 08, 2007

O início

A passagem do Sol por Sagitário foi clássica: toda sorte de apuros, montanhas-russas, instabilidades. Vida correndo a mil por hora, coração quase saindo pela boca, coração quase se estraçalhando no meio do caminho. Tanta vida em pouco tempo que até vertigem deu. E dentro de tantos contratempos, nada que ferisse mortalmente.

O verão chegou, trouxe Capricórnio consigo e um tanto de paz e alívio. O ano fechou com portas pesadas, certo pesar pelo pessimismo que 2007 reserva. Nada que meio litro de tequila e boa companhia não desfizessem - tão logo os fogos queimaram, tudo ficou leve. Porque talvez esse nem seja um ano perdido. Porque talvez, depois de se debater tanto contra o muro, talvez seja finalmente a hora de curtir a liberdade conquistada. Porque talvez seja melhor pensar que será um ano doce e inesquecível que me entregar de bandeja às dificuldades. Seja lá o que for realmente, só sei que 2007 iniciou inesperadamente leve, ligeiramente taquicárdico, quase feliz.

Faço planos: retomar academia, estudar quase todos os dias, arrumar a casa, tomar Sol. Por aqui chove todo dia, quase dilúvios - coloco a alma no varal, uns 15 minutos por dia. Tem-me feito bem.

Capricórnio passa com seus apuros habituais: dubiedades, incertezas. O telefone que nunca toca quando precisa. Os castelos que acidentalmente ergui sem verificar as fundações. Mas também sempre a possibilidade do milagre, do reinício, do novo. Tempos de Capricórnio, para mim, significam a lufada de vento fresco que vem do mar. Ainda que eu não divise o que vem para frente - mas é per se, uma possibilidade. E, como sempre, atiro-me de cabeça sem saber se é fundo ou raso, pois já aprendi que tenho uma capacidade imensa de cicatrização.

E que entre o novo ano...

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