terça-feira, dezembro 19, 2006

2006.2 - O ano, propriamente dito

Não gostei do post que havia feito - por isso, deletei-o e tento começar outro, de improviso.

Porque, no final das contas, 2006 foi um bom ano. Confuso, instável, recheado de pequenas dificuldades - mas ainda sim, bom.

Foi ano de conquistar espaço. Foi ano de aprender com o silêncio. Foi ano de perder as estribeiras. Foi ano de pular no vazio, sem medo da queda. Foi ano de reorganizar, reestruturar. Foi ano de ócio sem culpa. Foi ano de jogar quase tudo pro alto só para ver aonde vai cair. Foi um ano libertador.

Hoje me sinto mais adulto, mais pronto. Mais dinâmico, mais prático. Capaz de separar o que me serve e lidar melhor com o que me paralisa. Cercado de pessoas fantásticas, nas horas dos grandes porres e das grandes tempestades. Preparado para assumir aquilo que chamam de vida: horários, responsabilidades, conseqüências.

Foi um ano de amores confusos: bons, ilusórios, promissores, enganosos, equivocados. Mas todos demasiadamente confusos. Todos, vivenciados nas pontas dos dedos. Talvez, também descartáveis pela sua fugacidade.

2007 pouco reserva além de sangue, suor e lágrimas. A faculdade será o caos: último ano, iminência de grandes passos e responsabilidades. A perspectiva de pouquíssimo tempo além dos corredores imensos, das madrugadas em claro, as horas de estudo. Mas creio que todo mundo que construi há de suportar um ano de dificuldades - pois está em base sólida, pois sabe aquecer nos momentos de apuros. Há pouco o que desejar: muita paciência e força.

Só tenho uma esperança violenta num futuro além. E isto me basta.

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