sábado, maio 20, 2006

Inbetween days

"Não se preocupe por minha causa, no duro. Tudo vai acabar bem. Só que estou atravessando uma crise. Todo mundo tem suas crises e tudo, não é?"
(J. D. Salinger)

O lado de cá do rio Grande permanece meio caos. Viaturas, atentados, fórum desocupado às pressas, bomba no shopping. Noites frias, frias. Um tanto quanto desolador - deu vontade de pegar malas, o edredon e retornar para uma casa que não é minha, uma cidade a qual não pertenço, pra tanta gente que julga sem entender.

Mas tenho certeza que esse ímpeto de retorno irá passar assim que amanhecer. Tenho precisado de Sol. Um pouco de luz. Esperanças, novos objetivos, coisas assim.

Não se enganem com essas palavras melancólicas - estou bem. Upside down, lembram-se? Mas não só - tanta solidão faz mal. Tentei me iludir que passei ileso a tantas coisas que vêm acontecendo desde o início do ano. Mantive silêncios, reticências, numa pseudo-postura altiva. Pois agora toda minha agressividade reprimida nos últimos dois, três anos, resolveu aparecer. Nua e crua. Grossa, quase insuportável. Porém, sincera e verdadeira.

Tá, é libertador. Só que dói, nos outros e em mim. Voltei num estágio primário, ali pelos meus 18 anos: meio montanha-russa, meio irritadiço sem motivos, um tanto quanto hiperresponsivo. Um personagem de uma música do Belle and Sebastian. Tão Inbetween.

Mas há de passar.

Só não vai passar a impressão de ano perdido. 2006 será um ano perdido. Depois de tanto desamor e desencontro, acho que as coisas ficaram irreversíveis. Setembro, numa contagem conservadora, já está aí. Só resta viver, viajar, curtir os segundos que restam, antes que uma pesada noite de responsabilidades, plantões e estudos caia...

E quando acabar, acho que estarei eternamente condenado à liberdade...

P. S- Maleta encontrada. Codigo da Vinci arranjado...

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