quinta-feira, janeiro 05, 2006

2006

Seria uma ironia enorme. Seria uma história de filme. Seria um conto clichê sobre redenção no primeiro segundo do segundo minuto do ano.

Mas aconteceu, ah, aconteceu.

Só pra lavrar a alma, tão castigada pelos silêncios anteriores, sustentados por tanto tempo, ecoando por horas e horas e horas na cabeça - pesando como mais um lamento, mais um esforço inútil, mais um falecer antes do último suspiro.

O ano começou tão taquicárdico quanto delicioso. Tão amedrontador quanto desafiador. Tão pesado quanto leve. Tão simples quanto redentor.

Só espero que o inverso do teorema do Leo não seja verdadeiro: que um ano que começa bem não venha a piorar. Tudo indica que ele será longo e sacrificante, academicamente falando. Continuará complicado, em todos os outros sentidos. Mas se eu me permitir ah!

Quantas possibilidades...

Nenhum comentário: