quinta-feira, dezembro 29, 2005

Traição

Não é a traição que dói. É perceber que toda confiança, todo empenho e esforço foram, de certa forma, em vão. Pode ser um deslize passageiro, que só precisa de uma sintonia fina para regular no modus operandi normal - só que, infelizmente, neste processo sempre alguma coisa se perde e existe o grande risco de ser algo significativo. Pode ser uma resolução permanente - e daí só resta lamentar pelos caminhos que se escolheram e torcer que este caminho não seja tal qual julgo.

Neste ano, aprendi a perdoar (apesar de não ter colocado este minha nova "ação" efetivamente em prática). Mas aprendi, com maestria, a brincar de Pilates: lavar as mãos sem peso na consciência algum, pois cada um sabe cuidar da sua pele e não vou mais queimar noites de insônia tentando salvar alguém que não queria ser salvo.

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E para aproveitar, feliz Ano Novo para todos. Sempre achei Ano Novo tão mais lindo que Natal. E desculpem os silêncios, estou sem computador disponível e a situação só se regularizará em meados de janeiro...

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