terça-feira, outubro 04, 2005

As tempestades invisíveis

Ainda bem que não era nada. Ainda bem que passou. Digo isto no melhor estilo "pois é, as uvas estavam verdes mesmo". Mas não é hipocrisia, nem brincar de Poliana. Só que este era provavelmente o caminho mais indolor para ambas a partes: o silêncio, os desencontros, o pó e mais nada. Tudo foi só um petelequinho que me deram no pé da orelha, já passou, já passou.

Difícil foi o que caiu quando eu reabri a gaveta, aquela que jurei ter esquecido a chave. Fazer a autópsia dos sentimentos exumados. É cruel demais você ter feito o seu melhor e não ter sido sequer suficiente. Com a melhor de todas as intenções. E por mais que você mentalize que "no final era eu quem estava certo", a grande verdade é que não foi o bastante. Você foi falho.

E agora, além de falho, foi incapaz de evitar que um pouco de tudo voltasse a tona e doesse novamente.

Mas doeu, um pouco só, e já passou. Como quem rala o cotovelo e passa Merthiolate. Já tá melhor, eu juro. Assim. Espero.

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