terça-feira, setembro 13, 2005

Impressões ribeirãopretanas

Não havia ninguém para me ajudar: todos só sabiam parte da verdade. Meus pais entregaram a decisão em minhas mãos, para que eu fizesse o melhor que fosse para mim. Ao pesar na balança, ficar e partir tinham pontos positivos tentadores e pontos negativos consideráveis. E depois de meses insones, degladiar contra matérias soporíferas, de conversas complicadas, de magoar pessoas sem ver, expectativas de tranquilidade e liberdade, decidi: ficar.

Não porque Uberlândia fosse melhor ou pior. Não porque tivesse medo da mudança, que todas as promessas de quatro anos se convertessem em realidade. Não porque eu tivesse reencontrado a magia nas pequenas coisas daqui, finalmente confrontado a verdadeira face lisa da maioria das pessoas que convivo. Decidi ficar por pura teimosia. Decidi esgotar todas as possibilidades por aqui, mesmo que só seja para ratificar todas as minhas opiniões.

De resto, Ribeirão foi muito bom. Pinguim com pizza, novas vitórias. Recuperar a moral. Daquelas noites sem dormir, mas tão boas, tão redentoras mesmo não acontecendo nada. E vamos assim, passos lentos e silenciosos, só para o coração não ser enganado novamente...

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