quarta-feira, julho 27, 2005

Roubado de um mail

O arrependimento é inato da nossa natureza, ainda mais da nossa, dos que pensam demais, dos que ficam escarafunchando todas as decisões e medindo todos os passos. Quando escolhermos o caminho A, já fizemos o esboço de todos os outros e temos uma vaga noção do que nos aguardaria em cada um. E raramente podemos retroceder ao ponto inicial e tentar o caminho B, ou o C. Acho que o mais importante é sermos AGENTES dos nossos atos. Que nossas escolhas sejam ativas e não guiadas unicamente pela inércia do destino. Para, nos momentos de arrependimento, ter a capacidade de gritar "o que fiz de mim!" que um "o que fizeram de mim!". Quem vive sem se arrepender está enterrado no próprio cotidiano, porque se arrepender é uma condição daqueles que sempre ambicionam algo maior e estão se movimentando.

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