terça-feira, junho 28, 2005

A mesma praça, o mesmo banco...

Pois é. Os bancos da praça mudaram, os da Cultura também. Mas a gente continua os mesmos: as mesmas preocupações, inseguranças, desejos. Meio assim, perdidos na vida. Estava pensando nisso quando visitei a Cultura, na semana retrasada, enquanto os pobres alunos sofriam com o FCE. É engraçado que faz tanto tempo e parece que foi há tão pouco...

A gente vai levando a vida, como pode, aos trancos e barrancos. Mas vai levando. E mesmo sem aquela convivência diária (ou mensal, nessa altura do campeonato), curioso como ainda mantemos a sintonia. Como, quando nos encontramos, parece que tudo está no mesmo lugar, que nem há poeira cobrindo a sala que ficou por um tempo fechada. "We never change", disse o Chris Martin. E é verdade.

De tudo, espero que as coisas nunca mudem. E sei que não vão mudar. A você, ofereço minha amizade incondicional que tantas vezes já foi posta à prova. E que continuemos assim.

Feliz aniversário, Leo.

segunda-feira, junho 27, 2005

Desastre acadêmico

Talvez a vida pudesse ser muito mais feliz e interessante se eu não tivesse oito pendências extrracurriculares, daquelas que te tomam muito tempo, além das milhares de coisas da faculdade que você vem negligenciando nos últimos meses.

Lógico que isso ficou claro nos resultados das últimas avaliações, afinal, 60% é a mesma coisa que 100%. Quando Dermatologia sair, provavelmente esses 60% vão parar ali nos 50% para menos.

Meus últimos dois dentes de siso vão embora na quarta-feira. Sem suporte e paparicação materna until Friday.

É reconfortante lembrar que todos os meus amigos entram de férias até nesta semana. E eu continuo na lida escrava por mais duas.

E a última semana vai bombar: seis provas. Algumas realmente precisando de dedicação. Mas quem disse...

... minha cabeça gira a trezentos quilômetros de distância. E eu não consigo deixar de ficar feliz. E eu não consigo parar de contar os segundos para as tão merecidas férias...

segunda-feira, junho 20, 2005

Conhaque

"Estranho é gostar tanto do seu All Star azul"

Talvez fosse aquela Lua, aquele conhaque, o contexto daquele fondue e uma vida toda me esperando, expectante. Perspectivas reais e concretas. Quem me visse, não perceberia. Acho que nem eu percebi aquele momento de puro Drummond. Só sei que fiquei comovido como um diabo.

E nem senti. Dilui o conhaque na Coca-cola, para ir perdendo os sentidos sem sentir. Para o mundo real, de certa forma, fundir com todas as coisas que eu tinha na minha cabeça. Ficar mastigando aquele gosto bom de chocolate, coca-cola e conhaque na boca, enquanto a minha própria cabeça dava voltas e voltas.

Bebi o suficiente para postergar os efeitos para o dia seguinte. Acordei bem, com aquela sensação melancólica e convidativa do conhaque no sangue. E fui cuidar da minha vida. E fui escutar Nando Reis enquanto esperava a inspiração vir.

E parei. "All Star". E chorei, daquele jeito dos filmes que nunca havia acontecido comigo. Primeiro, os olhos marejaram ser perceber - depois, desceu lentamente, quente e salgado, pelas bochechas até sobrar na margem do queixo.

Mas foi bom. Do tipo de comoção boa, para dar nome naquilo que permanecia nebuloso, obscuro.

Uma pequena epifania.

E continuamos...

"Estranho é pensar que o bairro das Laranjeiras,
Satisfeito, sorri"
(All star - Nando Reis)

terça-feira, junho 14, 2005

Por assumir uma tarefa hercúlea

Uma das poucas coisas prestáveis que um professor peruano meu, com um sotaque portunhol terrível, falou foi: "Deus me livre das águas calmas, pois das bravas me livro eu!". Depois de pensar a beça, refletir sobre a existência e minhas capacidades, decidi mergulhar de cabeça em uma missão impossível.

Não que ela seja impossível - somente muito difícil. Mas tenho todas as armas possíveis em minhas mãos e o apoio (e torcida) de todas as pessoas queridas que me cercam. Estou suficientemente motivado para sacrificar tudo aquilo que não for essencial (e algumas outras essencialidades que não vem ao caso) para realocar tempo e esforço.

Talvez porque eu goste demais de insistir naquilo que parece perdido. Talvez porque eu seja bem teimoso. Talvez porque eu seja osso duro de roer mesmo.

Como diriam os romanos: Alea jacta est!

domingo, junho 12, 2005

Esclarecimentos importantes

Atenção:

Não leve esse blog muito à sério.

Se você leu alguma coisa subjetiva aqui e eu não te disse nada objetivamente/espontaneamente no mundo real, é porque o fato não é da sua conta.

Simples assim.

Estamos entendidos?

Dia dos namorados

Não tenho opinião muito concreta sobre a data. Imagino que deva ser ótima para quem namora - só discordo da tempestade em copo d'água dos solteiros (e) carentes. Por exemplo, eu não fico deprimidíssimo no dia dos professores porque não sou professor. Tá, esse clima love is in the air enjoa - mas nada não seja administrável.

Nem quanto ao amor eu entrei num consenso. Jurei que havia chegado em uma conclusão, depois de filmes, livros, discussões úteis, situações. Tinha precitadamente achado que tinha umas diretrizes acertadas, uns caminhos delineados. Pois bem. Daquela água que dissera que nunca mais iria beber, estou bebendo até a última gota do pote. Minha promessa em não insistir nos erros passados esfarelou-se tão rapidamente quanto o Muro de Berlim. Cá estou eu novamente, de humor variante, inconstante, etc etc etc etc etc.

Mas, querem saber? Nem ligo. Antes fiar-se em parcas esperanças que ficar na resignação desértica. Antes arriscar num pouco de movimentação que permanecer na estática habitual. Antes apanhar um pouco que chegar ao final da vida sem cicatriz nenhuma.

Não há ganhos sem riscos. E seja o que o destino quiser..

terça-feira, junho 07, 2005

Redenção em três palavras

Incrível como podemos atingir a redenção com tão, mas tão pouco...

(e saber que isto é só o início de milhares de outras complicações...)

sábado, junho 04, 2005

It's getting better

"I believe in memories
they look so pretty when i sleep"
(Jack Johnson)

Lógico que poderia ser uma sexta melhor, como aquela famosa do The Cure. Mas como Mama Cass diz (não é Leo?), it's getting better. Quando o pânico e a saudade passaram, tudo ficou mais claro. Como naquela cena, do Holden e seu carrossel: When your heart's on fire, smoke gets in your eyes. Engraçado que eu lembrei de The Platters na quinta, assistindo Adorável Júlia, um filme fabuloso com a Annette Benning. O filme termina com Júlia, tomando cerveja ao invés de champagne, tão segura após todo o desenrolar do filme, ao som de Smoke gets in your eyes. Pensei: é preciso voltar a esse estado. E cá estou eu, tentando.

A semana também colaborou - a prova de Dermato consumiu com todos os meus esforços (não adiantando muito, mas enfim, ficou a sensação de dever cumprido). O efeito boêmio do feriado também mostrou sua cara, fazendo a minha dor de garganta evoluir para uma gripe daquelas e me custar um dia inteiro, obrigando-me a ficar num estado de entorpecimento febril. No mais, outras milhares de coisas pequenas foram encaixando, ocupando a minha mente e qualquer vazio que pudesse aparecer.

Agora estou tranquilo e contente. Seguro. Exercitando-me para acreditar um pouco mais em mim mesmo e na minha impressão do mundo. Ultimamente, tenho acertado as coisas com precisão cirúrgica. Portanto, paciência: tudo (parece que) vai dar certo em breve, breve...

(P.S- ah, Jack Johnson é tão bom...)

quinta-feira, junho 02, 2005

I love this world

"O maior doador mundial para os programas de combate à Aids é os Estados Unidos, que gastaram 2,4 bilhões de dólares no ano passado. Mas grupos religiosos conservadores pressionam o governo a só incentivar programas que preguem a abstinência sexual, sem abordar grupos vulneráveis, como prostitutas, homossexuais e usuários de drogas".
(UOL)

Famoso: então tá, né?

quarta-feira, junho 01, 2005

Confuso e desconcentrado

Ontem eu fiquei mal. Mas não foi pouco, foi muito mal mesmo. De um jeito que nunca havia acontecido depois que eu havia entrado na faculdade, de um jeito que acho que só o Leo já me viu.

Parte dele foi causado pelo efeito-rebote pós-feriado, depois de tantos dias de sol & bebida & bons amigos & revista Caras. Parte dele, pela incerteza e insegurança, na esperança sincera por reciprocidade. Parte dele, pelo deserto que Uberlândia se transformou, sem um único ponto de segurança para me firmar. Tudo isto ficou gotejando, até o copo transbordar. E transbordou.

Mas consegui reconhecer o momento de perigo. Contei até dez, voltei para casa, cochilei (apesar da prova de Dermato que está por aí). Impus-me condições severas para me reestabilizar. Já acordei melhor, com a garganta ardendo, mas melhor. Até sexta, já devo estar 100%.

Só que muito triste com essa mediocridade que me imponho.

Muito triste, pelas possibilidades que se abriram e que agora tenho tanto medo de perder...