segunda-feira, abril 04, 2005

The parting of ways*

Há muito venho mastigando uma decisão que não é fácil, que não é isenta de sérios riscos, que não é unicamente positiva. Há muito venho sistematizando condutas, racionalizando sentimentos e pesando duas escolhas e dois cenários. Até que, por dedos meus e boa colaboração do acaso, sobrou-me as duas opções: ficar ou partir.

Não sei quanto a vocês, mas quando duas opções se colocam, a primeira para a manutenção de um status quo insonso porém seguro e a segunda para a mudança tentadora porém com riscos não completamente estimados, tendo a optar pela segunda. Por quê? **

Tenho uma necessidade violenta por liberdade, uma liberdade nova que só se conquista caminhando sozinho, testando limites, caminhando no escuro.

Tenho arrepios em insistir num way of life falido, priorizando em excesso o que pensam de mim em detrimento das pequenas alegrias diárias.

Tenho necessidade de dedicar um pouco a mim, ao meu estudo, às minhas inseguranças, às minhas latentes falhas de caráter. De um pouco de silêncio e privacidade.

Tenho necessidade de botar em práticas conselhos de bons amigos, virando a mesa, num bom exercício de equilíbrio. Buscar lá fora muitas coisas que deixei por Franca, que não fui antes por hesitação ou medo.

Como disse ao Leonardo numa dessas discussões de início de ano: ou desta vez consigo voar alto ou prefiro quebrar a cara violentamente na tentativa de.

Decidi partir. Por mais doloroso que seja. E os caminhos se separam.

* Referência a um dos meus capítulos prediletos do (humm...) Harry Potter, mais exatamente, HP e o Cálice de Fogo. Traduzido para o português, ficou "Os caminhos se separam".

** Ou como minha boa Clarice diz "A salvação é pelo risco, sem o qual a vida não vale a pena".

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