domingo, abril 10, 2005

Além do que se vê

Para analisar nosso trabalho do ano passado dentro do PET, nesta semana fizemos uma dinâmica cuja finalidade era uma avaliação individual, por você mesmo e pelo resto do grupo. Formamos um círculo e a dinâmica começava - você escutava 12 avaliações antes de se auto-avaliar. Obviamente, nem sempre as avaliações eram apenas elogiosas; as críticas sempre apareciam, algumas delas pesadas e difíceis de serem digeridas.

Na minha vez, tive a sorte de ser praticamente só elogiado: minha criatividade, minha capacidade de liderar pacificamente, minha calma nas horas críticas, minha eficiência, minha desenvoltura e facilidade de fazer amigos. As críticas apareceram, mas coisas leves e tranqüilas de serem compreendidas e digeridas.

Um exercício destes é muito útil para ver como é que a sua imagem se projeta para as pessoas próximas, de convívio diário e sem a condescendência dos bons amigos, que às vezes fazem vista grossa aos nossos pequenos defeitos, ou os relevam, ou acabam com o tempo acostumando-se com eles.

Fiquei feliz e surpreso com a avaliação tão positiva.

Mas o melhor deste dia foi perceber que consigo passar a imagem que gostaria da minha pessoa. Existe um descompasso entre o que eu acho que eu sou e o que as pessoas acham que eu sou. E que eu só transpareço minhas crises, minhas instabilidades, se eu as verbalizar.

E que minhas defesas estão tão efetivas como nunca.

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