sexta-feira, abril 29, 2005

Histeria temporária

O Orkut trás prováveis boas notícias...

... e eu vou me segurando para não voltar à tentação das velhas projeções....

"Lost boys"

A mudança está em seu deadline. Tudo está praticamente encaixotado. Falta desmontar a cama, limpar a geladeira, fazer a vistoria do apartamento. Mas as grandes coisas, aquelas que emperram o movimento, estão todas resolvidas.

Estranho que o que estou sentindo é uma leve indiferença. Nem ansiedade, nem medo, nem saudades. Talvez eu sinta leve falta por TV a cabo, das conversas noturnas, do movimento diário. Mas só.

Engraçado que ontem, enquanto criava coragem para estudar assistindo TV, as coisas fizeram sentido: realmente este é o caminho inevitável. Depois de morar tanto tempo com mais seis, é preciso de um pouco mais de espaço. Como necessidade básica. E privacidade. E silêncio.

E seja o que Deus quiser...

quarta-feira, abril 27, 2005

Justica versus Igreja?

"STF contraria igreja e decide julgar aborto de anencéfalo"
(UOL)

Ninguem entende que o Brasil eh um pais LAICO?!?! Quer que eu desenhe o que eh um estado LAICO?

Que droga. Foda-se a Igreja.

(hoje estou particularmente sem paciencia. sim, tive um dia de cao)

domingo, abril 24, 2005

"As coisas nunca saem exatamente como planejamos"
(Anos Incríveis - Episódio 115)

Em decorrência de uma grave crise de identidade espiritual de meus pais, eu, quando criança, escapei da educação católica apostólica romana ou qualquer coisa semelhante a. Sou imensamente grato a eles por essa aparente falha educacional, já que isto me livrou da ótica disforme do crime e castigo das igrejas. Assim, embasei minha ética e moral em coisas muito menos espirituais ou transcendentes: além dos meus pais como modelo, tive a companhia da boa e velha TV. Mas não essa TV de hoje, de Digimons, Guerreiras Fantásticas e o caralho a quatro. Tive a programação da TV Cultura, em seus áureos tempos. Tintin e Beakman aguçaram meu lado científico e investigativo, que foram essenciais para minha escolha profissional. A moral, a ética e os "bons costumes", vieram do Doug - o garoto mais politicamente correto que já existiu - e à série Anos Incríveis.

Anos Incríveis conta a história de Kevin Arnold e Winnie Cooper, dois vizinhos que, desde pequenos, tem uma relação enorme de proximidade. Ao entrar na adolescência, começa o maior clima entre os dois, que continua conforme eles crescem. A série acompanha-os desde pequenos, ali nos 12 anos até eles às portas do mundo adulto, ao entrar na faculdade, tirar carteira de motorista. Sempre existe grande tensão entre Kevin e Winnie, que alternam momentos juntos com separações e brigas. Mas sempre fica a impressão que um não pode viver sem o outro porque eles estão eternamente ligados. E apesar de um agora intempestivo existe a superação, a resintonia. Existe algo predestinado. Existem as tais linhas do destino, as quais tentamos fugir mas sempre acabamos retornando a elas.

O que mais me marcou em Kevin Arnold foi seu jeito confuso de ser, mas sempre de bom coração. Não que ele fosse perfeito e que não deixasse eventualmente se levar por impulsos egoístas, erros deliciosos, etc. Mas na série sempre existiu um ar reflexivo, com um narrador - o Kevin adulto - relembrando sua adolescência e traçando um paralelo entre passado e futuro. Esse link era sempre redentor, mais ou menos com uma mensagem de "como eu aprendi com esse erro", destituído de juízo moral ou aquele ar professoral inato de muitos adultos.

Nas férias acompanhei diariamente as reprises da série na Cultura, com um misto de saudosismo e aprendizagem. Vi o Kevin em seu primeiro emprego, as dúvidas da primeira vez, os atritos com o pai. Mas com retorno o da rotina insana, aquelas preocupações de provas, plantões e mudanças, esqueci-me completamente de Kevin Arnold. Até sexta, quando passava despreocupadamente na sala quando, zapeando os canais, reencontrei Kevin e Winnie semi-adultos, quase irreconhecíveis.

Só reconheci que aquele era o último episódio. Tinha-o assistido quando moleque e ele era um dos poucos que eu guardava vividamente na minha memória.

Kevin e Winnie brigavam enquanto esperavam carona. Começa a chover e eles correm para um celeiro escuro e sem energia. Dali, fazem as pazes e a promessa que ficaram juntos para sempre. A câmera se afasta. Corta para a próxima cena. É um desfile de 4 de julho, com todas aquelas coisas americanas. Kevin e Winnie estão de mãos dadas. O narrador adulto começa a falar sobre escolhas, sobre futuro: que o Kevin mudaria no ano seguinte para faculdade, contou o que aconteceria com o resto da família Arnold. Câmera em Winnie: foi para Paris no ano seguinte estudar História da Arte. Ela e Kevin se correspondiam semanalmente, por oito anos. E quando Winnie voltou, estava Kevin no aeroporto, com a mulher e seu filho de oito meses.

Sim, Kevin e Winnie não ficaram juntos. Toda aquela história de predestinação fora balela. Todo o ideal romântico do amor perfeito, aquele que supera todas as dificuldades, ruiu como um castelo de cartas. Não tenham dúvidas que foi marcante, porque no final das contas "aqueles foram anos incríveis". Mas que lições nós, reles mortais telespectadores, tiraríamos disto?

Então aquele mundo grandioso que se abre quando nos tornamos adultos consome nossos planos e desejos iniciais?

Então a vida adulta nos desvia caprichosamente dos nossos objetivos, aqueles que sonhamos com tanto amor e esperança?

Não sei. Não sei.

Só sei que quando os créditos subiram, precisei ficar por mais um tempo sentado. Pensando em todas aquelas coisas de Kevin & Winnie que eu sempre trouxe e que agora, quando a realidade vem à tona, ficaram tão perigosamente ameaçadas...




( ... e do mesmo jeito, por caminhos tortos, que as coisas acabam por dar certo no final. Mas enfim...)

sábado, abril 23, 2005

Uma pergunta

Estava aqui pensando com meus botões, na verdade pensando em uva passa, lembrando da farse ridicula " tudo passam até uva passa" , e musicas como " tudo passaaaaa, tudo passará..." e " se tudo passa, talvez você passe por aqui..." ... Mas, será que tudo nessa vida passa? Gostaria de acreditar que sim, mas, até onde vivi vi que no fundo nada passou, e nem mesmo o meus perdões foram verdadeiros por que do fato eu nunca esqueci, Será que um dia tudo passará? Ou melhor: Estarei vivo nesse dia ou já terei passado desta pra melhor?

terça-feira, abril 19, 2005

Projeções românticas

Tinha tudo para ser um final de semana estressante. Piruetas de recém-nascidos, sinais e sintomas absurdos. Mas fui liberto com um telefonema: a prova de Clínica foi transferida para o próxima semana (pós-feriado, mas enfim) e daí declarei-me livre de qualquer preocupação acadêmica.

Assisti Os Sonhadores, do Bertolucci. Tomei cerveja com abobrinha frita na manteiga. Assisti ao maravilhoso DVD Fans Only, do Belle. Acordei tarde, lá pelo meio-dia. E, para finalizar, assisti Antes do Amanhecer, na TNT.

Antes de Amanhecer é um filme fantástico, pelo seu roteiro simples e tão realista. São inúmeras as cenas em que você pára e pensa: nossa, eu também acho isso ou nossa, eu também passei por isso ou nossa, porque eu não pensei nisso antes?. Sem contar as tais projeções românticas:

"É só que as pessoas têm essas projeções românticas que elas colocam em tudo. Você sabe, isso não é baseado em nenhum tipo de realidade".
(Antes do Amanhecer)

E disso eu sei muito bem. Sempre foi assim comigo, vivendo de projeções. Desde a sétima série até agora, quarto-ano-de-faculdade-supostamente-adulto. Eu não resisto à tentação de, ao menor sinalização de possibilidade, fazer planos enormes e sinceros.

Não que isso seja de todo mal. É até agradável, em algumas horas do dia. Mas quando vejo Jesse e Celine, juntos mas na iminencia da separação, no melhor estilo Vinícius de Moraes, ah... que vontade de jogar tudo para o alto e colocar os velhos planos em prática.

Pegar o primeiro ônibus sem medo do não.

Mas esse feriado...

sexta-feira, abril 15, 2005

Fold your hands...

"I've been looking round the town
For somebody just like me"
(Family Tree - B&S)

Minha vida por aqui anda uma correria generalizada. Mas uma correria boa e saudável, longe de ser aquele inferno de compromissos do final do ano passado. A faculdade vai navegando por águas tranquilas e agradáveis, minha mudança vai sair até o final do mês e consegui resolver a maior parte dos problemas pessoais que estava enfrentando.

Comprei o "Fold you hands child, you walk like a peasant", do Belle and Sebastian. Escuto-o diariamente. Apesar do CD não ter nenhuma música de efeito, ele é ótimo pelo "conjunto da obra". Um CD sereno e pacífico, ótimo de ser escutado ali pelas dez da noite, após um dia de faculdade, reuniões e muita fome. É só colocar a música, deitar na cama, apagar a luz e ficar olhando para o teto, pensando pensando...

Só sinto falta de dormir. Acho que o dia deveria ter 28 ou 29 horas para que eu finalmente pudesse dormir as famosas oito horas diárias. Mas tudo bem. Tenho fé que isto se resolva quando eu mudar para o novo apartamento. Enquanto isso não acontece, cochilo entre aulas, almoços, capítulos do Cécil.

Nesse final de semana pretendo um pequeno break, apesar da Obstetrícia e a Clínica Médica estarem batendo ali na porta: locar Antes do Amanhecer e Antes do Pôr-do-Sol.

E talvez o feriado me reserve coisas boas.

E acho que no mais é só.

domingo, abril 10, 2005

Além do que se vê

Para analisar nosso trabalho do ano passado dentro do PET, nesta semana fizemos uma dinâmica cuja finalidade era uma avaliação individual, por você mesmo e pelo resto do grupo. Formamos um círculo e a dinâmica começava - você escutava 12 avaliações antes de se auto-avaliar. Obviamente, nem sempre as avaliações eram apenas elogiosas; as críticas sempre apareciam, algumas delas pesadas e difíceis de serem digeridas.

Na minha vez, tive a sorte de ser praticamente só elogiado: minha criatividade, minha capacidade de liderar pacificamente, minha calma nas horas críticas, minha eficiência, minha desenvoltura e facilidade de fazer amigos. As críticas apareceram, mas coisas leves e tranqüilas de serem compreendidas e digeridas.

Um exercício destes é muito útil para ver como é que a sua imagem se projeta para as pessoas próximas, de convívio diário e sem a condescendência dos bons amigos, que às vezes fazem vista grossa aos nossos pequenos defeitos, ou os relevam, ou acabam com o tempo acostumando-se com eles.

Fiquei feliz e surpreso com a avaliação tão positiva.

Mas o melhor deste dia foi perceber que consigo passar a imagem que gostaria da minha pessoa. Existe um descompasso entre o que eu acho que eu sou e o que as pessoas acham que eu sou. E que eu só transpareço minhas crises, minhas instabilidades, se eu as verbalizar.

E que minhas defesas estão tão efetivas como nunca.

sábado, abril 09, 2005

Idéias Estúpidas de uma Aula Improdutiva

Na verdade a Teoria do Incesto Divino, tem esse nome por que não consegui com meu português básico um meio de falar que Jesus descabaçou Maria. Gostaria que desde já nunca vou falar que Jesus era literalmente um motherfucker.

Segundo as crenças de uma religião com muitos seguidores pelo mundo, Maria, mãe de Jesus de Nazaré, vulgo Cristo, era Virgem. Não sei como que era visto isso na época mais creio que Maria, quando teve o bebê esperado deveria ter por volta de seus 14, 16 anos, uma vez que naq2uela época ( e não é necessário ir tão no passado) as pessoas morriam mais cedo, e para perpetuar a espécie tinham que foder quando ainda na adolescência. Mas, Maria era virgem , e com os hormônios à Flor da Pele teve que sentir prazer pelas próprias mãos, tocou o órgão... Acho que depois de ver que todas as suas amiguinhas estavam dando, gostando e procriando ela foi atrás do primeiro homem viril que encontrou: José. Mas José era um homem com problemas de ereção e creio que não conseguiu finalizar com a Maria, pelo menos até o nascimento de Jesus. Vendo que não iria conseguir prazer com José até ele relaxar e desencanar da responsabilidade de tirar a Virgindade de uma mulher. Maria cansada dos dedos me querendo novas experiências, na espera de José, resolve então brincar de zoofilia e passa a Esfregar uma pomba branca ( Espírito Santo) em seu clitóris para obter prazer, e misteriosamente, nessa brincadeira, engravida pela graça da pomba.

Maria fica grávida , e pelo que eu sei, e acredito piamente , Jesus nasceu de parto Normal, como era normal no mundo naquela época ...( Cesária é só Brasil mesmo). Por tanto , concluo que pra Jesus ter nascido, ele rompeu com o Cabaço da própria mãe. Fala sério ,. Jesus é muito foda!

P.S.: Por que eu pesei nisso? Qual o propósito ... Que linha de raciocínio infame ...Nessas horas eu gostaria de me mandar tomar no cú ( já escutei q o cu é sem acento, mas não consigo evitar)

segunda-feira, abril 04, 2005

The parting of ways*

Há muito venho mastigando uma decisão que não é fácil, que não é isenta de sérios riscos, que não é unicamente positiva. Há muito venho sistematizando condutas, racionalizando sentimentos e pesando duas escolhas e dois cenários. Até que, por dedos meus e boa colaboração do acaso, sobrou-me as duas opções: ficar ou partir.

Não sei quanto a vocês, mas quando duas opções se colocam, a primeira para a manutenção de um status quo insonso porém seguro e a segunda para a mudança tentadora porém com riscos não completamente estimados, tendo a optar pela segunda. Por quê? **

Tenho uma necessidade violenta por liberdade, uma liberdade nova que só se conquista caminhando sozinho, testando limites, caminhando no escuro.

Tenho arrepios em insistir num way of life falido, priorizando em excesso o que pensam de mim em detrimento das pequenas alegrias diárias.

Tenho necessidade de dedicar um pouco a mim, ao meu estudo, às minhas inseguranças, às minhas latentes falhas de caráter. De um pouco de silêncio e privacidade.

Tenho necessidade de botar em práticas conselhos de bons amigos, virando a mesa, num bom exercício de equilíbrio. Buscar lá fora muitas coisas que deixei por Franca, que não fui antes por hesitação ou medo.

Como disse ao Leonardo numa dessas discussões de início de ano: ou desta vez consigo voar alto ou prefiro quebrar a cara violentamente na tentativa de.

Decidi partir. Por mais doloroso que seja. E os caminhos se separam.

* Referência a um dos meus capítulos prediletos do (humm...) Harry Potter, mais exatamente, HP e o Cálice de Fogo. Traduzido para o português, ficou "Os caminhos se separam".

** Ou como minha boa Clarice diz "A salvação é pelo risco, sem o qual a vida não vale a pena".

domingo, abril 03, 2005

01.04.2005 sobrevivi

Não vou beber mais por um período longo. Além de perder a carteira , rolei no meu próprio vomito( de cor preta), dei um mosh( salto do palco), conversei com varias pessoas q eu não me lembro, corri que nem monstrinho, fui expulso da festa e pulei o muro pra entrar novamente, não reconheci meus amigos.

Não bebam mais de 400 ml de destilados de graduação maior que 38 em menos de uma hora e de estomago vazio, isso é um apelo

Melancolia, modo repeat

"Will you miss me when I'm gone?"
(New One - Keane)

versus

"There’s such a lot of world to see"
(Moon River - Frank Sinatra)