quarta-feira, fevereiro 16, 2005

Devassa

Eu sou da época do Orkut moleque, o Orkut de raiz. Daquela boa época em que ele não era matéria da Veja, da Capricho, do diabo a quatro. Sou da época em que as boas comunidade tinham 300 membros, pessoas normais tinham no máximo 50 amigos, o No Escuro não era infestado de multiplicadores e o concunhado do seu vizinho não era dono de comunidade.

Da forma que está, tão pop, o Orkut transformou-se num acinte à privacidade. Sem perceber, entrando em inocentes comunidades, revelamos quem somos, de onde viemos, para onde vamos, quem nos atrai (ou não). Para bons entendedores, um profile basta para definir uma personalidade. E isto, para variar, não é um fato unicamente positivo.

Eu, praticamente integrante da Velha Guarda orkuteira, tive que me adaptar, respeitando minha eterna postura defensiva.

Primeiro, saí de todas as comunidades que sinalizavam geograficamente quem eu era, aonde estava.

Segundo, foi deletando os "amigos" que não conhecia, que não tinha vínculo algum. Para os friends serem realmente friends. Ou pessoas a serem conhecidas e entrarem para estre grupo.

Terceiro - e o que finalmente falta - é enxugar o profile. Ser mais abrangente e, ao mesmo tempo, ainda reservar a qualquer pessoa que quiser me conhecer boas questões para serem levantadas.

Confesso que está sendo uma experiência legal. Espero conseguir, o mais breve possível, trazer essa devassa para o mundo real. E eu vou conseguir.

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