quarta-feira, janeiro 19, 2005

O Vaticano virou sofá da Hebe

Depois que a Ferrari foi ao Vaticano beijar a mão do papa e saiu falando que "ele é uma gracinha", cheguei a conclusão que o papa é mais ou menos uma Hebe masculina, que veste uns chapéus estranhos e umas roupas esquisitas. Eles estão desde a era jurássica fazendo a mesma coisa e ainda não notaram que, depois desse tempo todo, ficaram meio over. Que deveriam ter enfiado a viola no saco faz tempo e desocupado o lugar para alguém menos anacrônico.

O Vaticano, por si só, é uma coisa completamente bizarra. Eles são vigiados por uma guarda vestida tal qual os bobos da corte do século XVII, composta por cidadãos de um país que não tem um exército formal. O Vaticano só serve para, quando não estão falando sobre os lugares comuns mais lugares comuns, falar borracha.

Segundo o Vaticano, a melhor forma de evitar a AIDS é a castidade. Os direitos homossexuais são uma afronta para a instituição familiar e eles vão queimar no sétimo inferno. Padre que trepa com crianças só toma um puxão de orelhas maroto, um tapinha nas costas e muda de paróquia.

A Hebe não fica muito atrás do Vaticano. Só basta o fato dela apoiar o Maluf e fazer parte do Tradição, Família e Propriedade.

Lamentável, lastimável, mas enfim: o povo precisa dessas coisas para viver.

Mas queria, ah queria, ver o papa (se ele chegar lá, obviamente) na próxima Missa do Galo: temos que ajudar os pobres... e o Bush é uma gracinha!

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