terça-feira, janeiro 25, 2005

O que Freud explicaria

O fato é que, nessas férias, eu dei um real para o meu superego comprar bala longe, lá para as bandas de Florianópolis e ele foi. Combinei vagamente de pegá-lo só no início de março, quando retonaremos ao velho e entediante way of life habitual.

As conseqüências não tardaram. Apesar de mais leve e melhor comigo mesmo, voltei aos meus clássicos inbetween days, dias de extremos. Se gosto, me apaixono. Se discordo, me enfureço. Se não gosto, logo odeio e por aí vai. Estou hiperresponsivo e comportamentalmente instável. Estou em uma sinceridade perigosa, porque abdico de meias palavras para colocar realmente o que penso/sinto/acho. E sinceridade nem sempre é algo unicamente positivo.

Mas apesar de tudo, não vou alterar meu estado atual. Estou bem, estou melhor assim. As verdades, ainda que ditas inconscientemente, também são redentoras. Ainda que doam, ainda que não sejam a solução mais diplomática. Porque, pelo menos para mim, é bom demais respirar com a real face lisa...

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