sábado, janeiro 29, 2005

Cansei

Cansei de bancar o "bonzinho compreensivo".

Cansei de entender as limitações alheias e aceitá-las silenciosamente.

Cansei de pensar nos outros se tão poucas pessoas pensam em mim.

Cansei de investir confiança em quem parece que não responde mais.

Cansei de investir tempo e energia em coisas que não me levam a lugar algum.

Cansei de correr atrás.

Cansei.

terça-feira, janeiro 25, 2005

O que Freud explicaria

O fato é que, nessas férias, eu dei um real para o meu superego comprar bala longe, lá para as bandas de Florianópolis e ele foi. Combinei vagamente de pegá-lo só no início de março, quando retonaremos ao velho e entediante way of life habitual.

As conseqüências não tardaram. Apesar de mais leve e melhor comigo mesmo, voltei aos meus clássicos inbetween days, dias de extremos. Se gosto, me apaixono. Se discordo, me enfureço. Se não gosto, logo odeio e por aí vai. Estou hiperresponsivo e comportamentalmente instável. Estou em uma sinceridade perigosa, porque abdico de meias palavras para colocar realmente o que penso/sinto/acho. E sinceridade nem sempre é algo unicamente positivo.

Mas apesar de tudo, não vou alterar meu estado atual. Estou bem, estou melhor assim. As verdades, ainda que ditas inconscientemente, também são redentoras. Ainda que doam, ainda que não sejam a solução mais diplomática. Porque, pelo menos para mim, é bom demais respirar com a real face lisa...

sábado, janeiro 22, 2005

A benção mestre Sabino. A benção, Caio F.

"- E posso saber que proveito você tira, arriscando assim a sua vida?
- Posso saber que proveito vocês tiram, não arriscando a sua?"

(O Encontro Marcado - Fernando Sabino)

"A vida tem caminhos estranhos, tortuosos, às vezes difíceis. Um simples gesto, involuntário, pode desencadear um processo. Sim, existir é incompreensível e fascinante. Às vezes que tentei morrer foi por não poder suportar a maravilha de estar vivo e de ter escolhido ser eu mesmo e fazer aquilo que gosto"
(Cartas - Caio Fernando Abreu)

Post conjunto

"If only God would give me some clear sign! Like making a large deposit in my name in a Swiss bank"
(Woody Allen)

Meu Deus, quero fugir. Quero fugir para longe, na surdina. Levo comigo um ou dois amigos fiéis, uma mala leve, a roupa do corpo. Tantas frustrações. Tantas decepções. E tanta esperança e fé.

Quero fugir para algum lugar de língua desconhecida e estranha, exótica. Com as palavras cheias de consoantes, acentos esdrúxulos, culinária bizarra. Que seja um povo de olhos azuis de pureza cristalina, braços longos para abraços afetuosos, hospitaleiro e libertino. A cerveja seja boa e barata, os castelos sejam milenares e as principais cidades carreguem em si um ar de mistério histórico.

As noites de Lua cheia terão que ser com pálio descoberto, para iluminar meus caminhos errados madrugada adentro. Os amores, que sejam arrebatadores e intensos, batizados sob o signo da efemeridade. Os novos amigos, que tragam experiências, novas vivências, novas formas de enxergar o mundo. E que os dias sejam felizes. De uma felicidade besta, mas sincera.

Vai lá Deus, faça alguma coisa: colabora comigo nessa.

Post conjunto com o Sete Faces

quinta-feira, janeiro 20, 2005

E-mails, contos, filmes, tédio de janeiro...

Já se sentiu com o coração rebentando de felicidade e desespero por ser aquilo que você costuma ser?

Assim, quando você se enxerga, se encontra, regula a bússula e meio que decide para qual lado correr?

Que seja eterno enquanto dure.

quarta-feira, janeiro 19, 2005

Satélite

(Para Maria Anita e Éria)

Fim de tarde.
No céu plúmbeo
A Lua baça
Paira
Muito cosmograficamente
Satélite.

Desmetaforizada
Desmitificada
Despojada do velho segredo da melancolia,
Não é agora o golfão de cismas,
O astro dos loucos e dos enamorados,
Mas tão-somente
Satélite.

Ah Lua deste fim de tarde
Demissionária de aspirações românticas,
Sem show para as disponibilidades sentimentais!

Fatigado de mais-valia
Gosto de ti assim:
Coisa em si,
- Satélite.

(Manuel Bandeira)

O Vaticano virou sofá da Hebe

Depois que a Ferrari foi ao Vaticano beijar a mão do papa e saiu falando que "ele é uma gracinha", cheguei a conclusão que o papa é mais ou menos uma Hebe masculina, que veste uns chapéus estranhos e umas roupas esquisitas. Eles estão desde a era jurássica fazendo a mesma coisa e ainda não notaram que, depois desse tempo todo, ficaram meio over. Que deveriam ter enfiado a viola no saco faz tempo e desocupado o lugar para alguém menos anacrônico.

O Vaticano, por si só, é uma coisa completamente bizarra. Eles são vigiados por uma guarda vestida tal qual os bobos da corte do século XVII, composta por cidadãos de um país que não tem um exército formal. O Vaticano só serve para, quando não estão falando sobre os lugares comuns mais lugares comuns, falar borracha.

Segundo o Vaticano, a melhor forma de evitar a AIDS é a castidade. Os direitos homossexuais são uma afronta para a instituição familiar e eles vão queimar no sétimo inferno. Padre que trepa com crianças só toma um puxão de orelhas maroto, um tapinha nas costas e muda de paróquia.

A Hebe não fica muito atrás do Vaticano. Só basta o fato dela apoiar o Maluf e fazer parte do Tradição, Família e Propriedade.

Lamentável, lastimável, mas enfim: o povo precisa dessas coisas para viver.

Mas queria, ah queria, ver o papa (se ele chegar lá, obviamente) na próxima Missa do Galo: temos que ajudar os pobres... e o Bush é uma gracinha!

segunda-feira, janeiro 17, 2005

A mulher da janela

Não sabia muita coisa sobre ela, e muito menos como me sentir em relação a sua existência. Aliás, muitas poucas pessoas sabiam alguma coisa a seu respeito. O nome, talvez um ou outro saibam, mas essas pessoas não fazem parte do meu convívio. Poucas coisas sei sobre ela além do fato de gostar de se vestir de vinho. Sei também que ela gosta de Beatles e lá pelas cinco está acordada.

Ela mora na Rua Major Claudiano(ou qualquer Rua , nao sei e não lembro muito bem dos nomes das ruas de Franca) num sobrado antigo que parece ter sido construído lá pelos anos 40. Sua mãe, é de conhecimento de muitos, morou na mesma casa e sofria da mesma maldição, e diferentemente da filha, ela continuou com a estirpe. A sina dessas mulheres, não sei por que, é de ficar na janela. Não digo ficar na janela para refletir durante uns minutos ou para olhar o esplendor de um pôr-do-sol, mas, de fato, ficar na janela durante horas, olhando a vida correr e o relógio das horas passar.

Todos os dias que eu passava pela mais movimentada rua da região central de franca lá estava ela como o esperado, debruçada sobre a janela e olhando as pessoas no mundo ali em baixo. Quando se cansava de ficar na janela, logo ela descia as escadas e aparecia , fumando, na entrada do sobrado. Não conversava com ninguém. Segundo contam as estórias do povo, ela ficou repetindo essa rotina desde o dia que o noivo a abandonou no altar.

Não sei como ela vivia. Nunca a vi fazendo compras, pagando contas, recebendo amigos, indo à farmácia, passeando, ou qualquer coisa que as pessoas tem que fazer. Era o mistério da janela. Não sei se eu sentia medo por achar que ela sofria de algum voyeurismo exacerbado, ou que ela era a máxima tolerância à solidão.De qualquer maneira, eu me solidarizava com ela.

Acordar lá pelas cinco, preparar o café, lá pelas seis escutar alguma música dos Beatles, como Love me Do, e a partir daí ficar debruçada na janela olhando o mundo até que o corpo cedesse por algum motivo e fosse necessário se ausentar. Isso não é vida. Não é mesmo.

Pensar na perspectiva de não ter amigos nem motivos para viver, não ter nada além da visão de um mundo indiferente ao seu diariamente como objeto de observação, ficar só, muito só, tocar a solidão a cada inspiração, não é a melhor coisa do mundo. Penso na angustia que ela pode sentir, dizendo não dizendo um “Boa noite” pra ninguém, não ter com quem conversar aquela coisa atoa que aparece nos primeiros pensamentos antes de dormir e de saber, que no futuro, ninguém virá e só saberão de sua morte por que o corpo já podre começou a feder.

O verdadeiro início

Casa. Cheiro de cama. Colchão que é seu. Aquela habitual bagunça de armários. Não ter que ficar perguntando onde estão os copos, as toalhas, o papel higiênico. Sua seleção de mp3s, com aquela raridade tão boa de se cantar junto. Seu MSN, seu computador. Usar o telefone como bem entender. Viver sem pedir muita licença. Viajar é bom, mas a melhor parte sempre é voltar para casa e encontrar as coisas do jeito que sempre estiveram.

E agora, só resta começar 2005. De verdade. Com fé, afinco, perseverança. E pés bem presos no chão, mas asas preparadas para vôos altos e ousados...

sexta-feira, janeiro 14, 2005

Just shoot me

Get me away from here, I'm dying...

Depois de tanto Sol em Brasilia, trancafiar-se por uma semana em casa de parentes, no interior do Estado de Sao Paulo, eh por demais cruel. Perdi o jeito de ser aqui. Nao que eu os odeie - muito pelo contrario, devoto-lhes grande carinho. Nao que seja alguem relapso com a familia. Mas por aqui, eu so sou tipificacao. Sou um punhado de estereotipos que as pessoas esperam que eu seja. Sou o "menino exemplar que faz Medicina". Sou o "primo grande que a-do-ra criancas". Sou o "sobrinho crescido que bebe e fode, olha so que gracinha". Gasta energia demais sair desse padrao: falar que a faculdade, por ora, esta bem decepcionante, minha paciencia com criancas esgotou faz tempo, que eu tenho direito a minha privacidade. Fico sendo o que querem de mim. Eles ficam felizes, eu saio pela tangente e tudo fica muito bem tambem.

Ou nao tao bem assim, obviamente. Por que se existe algo que nao suporto mais eh passar por alguma coisa que nao sou verdadeiramente. Mas enfim. Sao males necessarios. Os danos colaterais, pelo menos, sustentaveis a longo prazo.

"... play me a song to set me free"

quinta-feira, janeiro 13, 2005

Quem sabe

Um dos enforques dados nesse primeiro semestre na matéria de IERI(introduçao ao Estudo das Relações Internacionais) foi a antítese entre Utopia X Realidade. O parâmetro no qual tal antítese foi analisado era no de criação de uma ciência, todavia, acredito que choque entre utopia e realidade também se dá na vida das pessoas.

No começo tudo é utópico, tudo é sonho, tudo é possível. A criança quando nuca foi à praia sonha de como será a praia e com a possibilidade de haver lá um tubarão “bem grande que come gente”, a mesma ainda espera por Papai Noel, o(a) adolescente esperando pelo primeiro beijo, o primeiro amor, a primeira vez, o passar no vestibular, o primeiro emprego.

O tempo passa e chega então o impacto do realismo, A realidade joga uma pedra na vidraça de expectativas que rodeavam os nossos sonhos. Papai Noel foi uma invenção do capitalismo, tubarões não atacam gente tento assim, o homem do saco não vai te pegar, beijos passam a ser só beijos, amores só amores, num ciclo quase infinito que leva os Homens a se tornarem cada vez mais matéria bruta destinada a alimentar outras formas de vida no ciclo da cadeia alimentar.

Há sempre aqueles que se prendem na torre de ametista que é o mundo utópico. Pessoas que levantam todo da com a crença de que o dia de hoje será melhor, que crêem em Deus e no mundo, que vivem para os seus sonhos de querer ser sonhos.

Em contra partida existem aqueles, e estes se encontram a cada dia mais numerosos, que apenas respiram, autômatos, para seguirem a rotina de seus dias burocráticos. Existir somente é a meta final destes homens ciborgues, trabalho, casa, cama, trabalho, casa, cama..., numa vida racionalista , apagada, quase morta, sem qualquer tipo de expectativa além da certeza de continuar trabalhando, indo para casa, pagando as contas, numa insignificância que chega a doer.

Um cigarro tragado rapidamente, mais uma dose para ser engolida às vésperas da sede esperar pelo carnaval. Pensar que no Ano Novo vai ter dinheiro no bolso e saúde pra dar e vender. Talvez amar, quem sabe? O correto é saber misturar sonho com a realidade, levar a vida sem muitas expectativas mas com algum tipo de esperança salvadora latente. Saber que andar na chuva faz mal pro corpo e que se pode pegar um resfriado, mas os mesmos pingos gelados de água vinda do céu também são aqueles que lavam a alma dos pecados e da tristeza vinda dos sonhos despedaçados.

quarta-feira, janeiro 12, 2005

Brasília (again)

Brasília, por si só, é uma cidade fascinante (apesar de insana e confusa). Mas, dessa viagem, pouco aproveitei da cidade em si - os grandes lucros vieram das pessoas que conheci. Não exagero se falar que só encontrei pessoas maravilhosas, interessantes, cativantes. Que muito colaboraram para um início de ano bom e proveitoso, como também para testar as tais fatídicas resoluções e acertos de sintonia para o ano que se inicia.

Considero toda viagem uma boa oportunidade para se colocar em prática tudo aquilo que havia sido mastigado nas noites de insônia. Conhecer gente nova, em um lugar novo, é um reinício - sem erros e acertos pregressos. Também é a oportunidade de baixar a guarda de pesadas defesas que levanto no dia-a-dia e desfazer das muletas antigas que me sustentam enquanto as tempestades não passam. Com o saldo zerado, é só ativar uma defesa leve, básica e correr para o abraço.

E assim eu fiz. Como há muito tempo não acontecia, fui autêntico. Deixei as máscaras em Uberlândia e cheguei na cidade de cara limpa, leve. Dei a cara para bater e não apanhei. Diverti-me deliciosamente entre jantares chineses, W3 de madrugada, porres históricos no Sunset, truco (yes! finalmente aprendi a jogar truco), Esplanada de madrugada, conversas nonsense, revivais de infância. Resisti incólume a críticas-com-o-dedo-no-nariz, sem remorsos. Não cedi aos caminhos simples. Apaixonei-me, ainda que imobilizado. Sorri demais e mesmo os momentos de reflexão eram: por que tudo está dando tão certo?

Felizmente, não fiz tudo o que gostaria de ter feito. Sobraram outras pessoas fantásticas a serem conhecidas, lugares para serem registrados, entender a (i)lógica dos eixos e quadras, deixar-me cativar ainda mais por pessoas cativantes. Isto sinaliza um retorno em breve, assim que o tempo e as condições financeiras permitirem. Brasília foi histórica e inesquecível. Obrigado a todos* vocês.

* Será que eu lembro de todo mundo? Os colegas da Relpolblica, Éria, Dani, Pri, Joey, Renata (Luciana? Fernanda?) e a galera de REL em geral, Henrique, André, Hugo, Cedric, Paty. E especialmente ao Leo, meu guia turístico, contra-regras e "apoiador moral de reflexões filosóficas".

terça-feira, janeiro 11, 2005

Ecos de Brasilia

"Não tenho nada contra qualquer coisa que soe a: uma tentativa"
(Caio Fernando Abreu)

segunda-feira, janeiro 10, 2005

No retorno...

Estava eu num difícil retorno, ônibus lotado, sem espaço de pernas, cansado, muito cansado. Havia deixado pessoas maravilhosas que acabara de conhecer, aquele sentimento de querer ficar mais e mais e não poder. Cabeça pesada de pensamentos e arrependimentos, cantarolando "Moon River" tristemente, com o gosto de Morangos Mofados na boca, corpo dolorido de noites sem sono REM regadas a muito álcool.

Numa parada em Catalão, depois de me arrastar até a superfaturada cantina pois já era tarde avançada e eu não havia comido, uma moça puxa papo comigo. De Palmas, prestou direito na UnB, estava indo para Uberaba, essas coisas. Pensei, mais uma daquelas conversas infrutíferas, para matar a solidão de horas e horas contemplando estradas e carros e árvores e pessoas e enfim. Mas não estava no clima de dividir solidão, queria curtir minha solidão só para mim, solidão brasiliense, solidão de gestos contidos, palavras suprimidas em prol de um bem maior. Encimei um sorriso, troquei algumas palavras gentis e voltei ao meu estado habitual, pensando na enorme lista de coisas a se fazer, desarrumar as malas, outro ônibus, outro retorno, algumas desesperanças...

Pois quando chego à rodoviária e estou naquele entediante trabalho de buscar minhas malas no bagageiro, ela desce. Com a passagem e uma caneta em mãos, pede meu e-mail. Sorri, numa admiração a uma coragem tão gratuita que eu não seria capaz de ter. Não tive outro remédio além de acompanhar o ônibus com o olhar e sentindo-me abençoado por uma pequena epifania diária...

quarta-feira, janeiro 05, 2005

Por uma vida menos ordinária...

Malas para Brasília. Estarei indisponível por tempo indeterminado. Mudando os ares, refrescando a cabeça. Botando à prova algumas resoluções.

Otimista, bem otimista.

Vejo vocês por lá.

terça-feira, janeiro 04, 2005

Post conjunto

"And it's a shame, the plane is leaving on this sunny day"
(The Wild Ones - Suede)

Eu gostaria que você ficasse perto de mim por mais um pouco que seja. Nunca poderia explicar minha gratidão em palavras: suas palavras certeiras, seus olhares compadecidos, as horas que perdemos ao telefone. Agora, parece que tudo já se incorporou tão irreversivelmente na minha vida que é impossível a renúncia completa do que foi construído.

Sei que tens agora tantas outras prioridades. Tantas outras pessoas. Que não posso abusar mais dessa sua piedade, que tanto fiz uso. Não posso exigir de você um pouco mais dessa sua compaixão que foi me oferecida gratuitamente. Você é bela, você é brilhante. Não posso mais te puxar para o solo, parasitar suas qualidades. É imoral, é cruel, é egoísta por demais. Para te salvar de mim, desses enormes abismos que construo, é preciso que você parta. Delineei esta intenção em seus olhos, mas sua bondade impede de executar ações punitivas. Por isto, realizo uma espécie de sacrifício: quero, eu mesmo, que você vá.

No habitual vagar das coisas, elas voltarão aos seus devidos lugares. Não cairei na tentação de subverter tudo aquilo que construímos. Os erros, se existirem, pairarão acima de tudo, etéreos e inofensivos. Os caminhos que desbravamos, eternamente abertos para futuras possibilidades de retorno.

Só é uma pena que tenha que partir hoje: o dia está tão bonito lá fora...

Post conjunto com o Sete Faces

domingo, janeiro 02, 2005

E no segundo dia...

"Maybe I will never be
All the things that I want to be
But now is not the time to cry
Now's the time to find out why"

(Live Forever - Oasis)

(E eu prometo que esse é o último post musical)

sábado, janeiro 01, 2005

E no primeiro dia, ele decidiu...

"Deixa o moço bater, que eu cansei da nossa fuga"
(Los Hermanos)