sexta-feira, dezembro 31, 2004

High and Dry?

Não ligue para dezembro. Dezembro é sempre um mês pesado, incômodo. Não é confetes e serpentinas, muito pelo contrário. É quando tudo acaba, os arrependimentos aparecem, é o mês de fechar o balanço. Parece que o ano todo vem pesar nas costas, soluçar no ouvido. Enlouquece, é verdade. Mas como todas as coisas ruins, passam.

Já é janeiro. Já é outro ano. Expectativas, promessas, planos. 2004 agora é apenas mais uma vaga lembrança. Tudo vai ser mais fácil, acredite em mim.

Não se preocupe: o difícil sempre foi enxergar o óbvio. O que é estranho, gritante, todos enxergam. E tão difícil quanto é perceber os próprios limites. Eram tão bons aqueles dias em que achamos que éramos ilimitados, capazes de tudo - só dependia da gente. Esse é um sinal inequívoco de amadurecimento. E para crescer, precisa de uns tombos. Somos seres estranhos, precisamos de nos machucar para consolidar certas posturas, melhoras, uns upgrades.

Mas tenho confiança que seu 2005 será maravilhoso e cheio de novas surpresas, apesar de tudo. É algo que está em suas mãos, é só facilitar as coisas. Você é suficientemente capaz de botar sua vida nos eixos que quiser.

Feliz Ano Novo.

terça-feira, dezembro 28, 2004

Post conjunto

"Perhaps, perhaps,perhaps"
(Doris Day)

Não me entregarei ao exercício do talvez. Não dessa vez. Não criarei expectativas tolas para o futuro. Não farei o exercício esotérico das adivinhações.

Que seja o que tiver de ser. Vou viver um dia de cada vez.

Post conjunto com o Sete Faces

quinta-feira, dezembro 23, 2004

2004

Que ano estranho, que ano insonso. Que ano inerte, insípido. Assim foi. Os dias voaram, os meses também. Fui esmagado por situações convenientes, mas que pouco contribuiram para o meu crescimento. Burocraticismo, livro de ponto, pouca coisa além disso.

E perdi. Perdi bastante. Um ano de desconfianças. Terra arrasada. As pessoas próximas que também magoam, muito mais. Aquela indiferença pungente, que dói muito mais que o ódio. Eu, que julgava tão seguro de mim, vi meus castelos de areia irem abaixo. Vi-me novamente sem escoras, sem muletas, indefeso. Tudo virou um deserto de almas, um caminhar solitário entre seminários e provas, um monólogo previsível para disfarçar as tempestades.

Pessoas interessantes, mas amores poucos e raros. Parcos e breves. Superficiais. Sofri pouco, bem pouco: e também nem senti. Mas o suficiente para concluir que não nasci para ser só, que preciso de alguém perto, para afagar os cabelos e dizer, com voz doce, que tudo vai passar. Que espero, apesar da vida correr velozmente, com um buquê de flores na mão e um coração aberto a quem quiser conquistá-lo.

E tenho a certeza que sai disso tudo fortalecido. Apesar das intempéries, nunca cedi. Permaneci no caminho que julgava ser o mais correto, mais meu. Fui moralmente vencedor de tudo que propus fazer. Expurguei toda culpa residual. Meus passos são seguros e firmes. A miopia, progressivamente corrigida. O futuro, levemente delineado, com um princípio de Norte encimando o horizonte. Sim, agora eu sei, agora eu confio. Sinto-me finalmente preparado para abarcar certos objetivos, custe o que custar. Apesar de ter sido um ano duro, a pele queratinizou, a epiderme engrossou, mãos e pés calejaram. Sou o senhor do meu destino e cabe somente a mim decidi-lo.

Por causa disso tudo, fez-se necessário o exercício da solidão. E para isso, é preciso domar os medos, pois eles ecoam nessas horas de silêncio, com toda força. Talvez, esse seja o maior desafio para o próximo ano: aprender a ficar só. Superar-me.

Os grandes amigos antigos, depositei mais confiança. Apesar de toda distância e dificuldades, sempre cedendo a mão amiga em momentos de confusão. Aos novos grandes amigos, meus agradecimentos por terem cruzado meu caminho e permanecido, com a mesma fibra dos amigos antigos.

E o que 2005 reserva? A terceira década dá medo, muito medo. Uma sensação irreversível de envelhecimento. Mas vejo tanta gente vivendo os vinte e poucos anos, aprendendo aos vinte e poucos anos, caindo e levantando aos vinte poucos anos, que tenho esperanças sinceras que dará tudo certo, ao seu tempo. Não tento mais subverter o tempo, confio em seus tortuosos caminhos, acredito que, agindo da maneira que sempre considerei, a minha hora há de chegar.

É isso que espero de 2005: muita fé, para permanecer firme em minhas convicções; muita paciência, para compreender aquilo que me cerca no momento correto; e quem sabe um amor novo, assim, arrebatador e inesperado, que me faça cantarolar Vinícius de Morais mais que nunca...

quarta-feira, dezembro 22, 2004

Post Natalino

E mais uma vez a cena se repete e você, impotente tem que assistir a tudo aquilo mais uma vez. O espírito natalino está aí.Sacadas de prédios piscando, árvores enfeitadas, toda a programação televisiva, indo de sessão do descarrego de natal até filme pornô de natal(Que saco é esse Papai Noel seria um bom título, será que existe?), passando por desenhos de natal, Jornal Nacional falando dos lucros e das multidões nas ruas fazendo compras de natal... Tudo é vermelho, branco, verde e preto...Irritante pra falar verdade.

Outro fato é que você passa a se lembrar é que o natal é uma conspiração natalina de grandes multinacionais. Um dado é que o maldito natal faz as pessoas gastarem fortunas pra comprar os infinitos amigos secretos da vida. Tem o amigo secreto da escola, da faculdade, da turma do boteco, da família, da família da (o) namorada (o), e o limite é o infinito. O final é o mesmo, uma porção de amigos secretos insatisfatórios onde ninguém se lembrou das suas indiretas diretíssimos que você deu durante o mês de dezembro inteiro. Pior é para aqueles que em filhos, ou filhas. O Papai Noel viu que a criança foi boazinha e o Playstation 2 teria que ser ganho pelo menininho feliz assim como a super barbie mega princesa do inferno e os mil acessórios da HeloKitty deveriam ser ganhos por aquela gracinha de menina. E as compras vão ficando com cifras enormes. Além disso Por que o papai Noel tem que ser vermelho? Antes da Coca-cola aparecer no mundo ele podia ser de qualquer cor, mas ai, com a ajuda da mídia, a maligna consegui o objetivo de levar as cores de sua empresa pro bom velhinho e patrocinar carreatas de caminhos com a musiquinha “O natal vem vindo\ Vem vindo o natal...”

E você, que possui uma família que celebra o Natal junto, terá que preparar o seu espírito invocando o mantra “é só por algumas horas, isso vai passar. Ë só por algumas horas, esse pesadelo vai acabar...”, por que você tem plena consciência do que será o natal. Natal é igual aquela tia geriátrica que vai perguntar “E as(os) namoradas(os)” ou “Agiliza senão você vai ficar pra Tio(a)” dentre outros comentários infames, sem contar que muitas crianças vão esbarrar em você a toda hora, vinho tinto vai cair na sua roupa por conta desses movimentos infelizes e o bebê fofo que você tentar segurar um pouco irá gorfar toneladas de leite azedo em cima de você. Depois de fazer o social com a família, você terá que esperar por algumas horas para não cometer o ato herético de ser o primeiro a ir embora. Conclusão, você será forçado a ver TV, mas, quando se aproxima da TV sabe o que vai acontecer, você verá a festa de natal da Xuxa com as crianças e assim que acabar você terá que continuar na Globo, por que suas Tias pelancudas querem ver o Rei Roberto Carlos ou a Simone cantando como todo ano canta a música mais irritante da história “Então É Natal, e Um novo ano também, que seja feliz quem, souber o que é o bem” ( ok, tem músicas piores, mas...)

Pelo menos, pelo menos se sobreviver ao Natal terá Ano Novo e altas baladas semana que vem.

Ps: Feliz Natal para todos os leitores e um ótimo Ano Novo se nao escrever mais nada por aqui até o fim deste

terça-feira, dezembro 14, 2004

Televisão(

16/10/2004

Acho que a maior fabrica de psicopatas do mundo, assim como dos sem noção de todo lugar é a televisão. Vamos aos fatos:

O Piu-piu assim como o Jerry e o Pica-pau eram personagens extremamente sádicos. Quando o seu predador iria se aproximar de um deles eles faziam de tudo para que ele sofresse muito. São inúmeros os casos que o Piu-piu fez com que o Frajola caísse nas mãos de um cachorro imenso, forte e bravo, o mesmo acontecia com o Tom. Crianças criadas com esses desenhos tornam-se pessoas sem coração, que se divertem com o sofrimento alheio e, por conseguinte iriam virar maníacos do parque e outras pessoas malvadas como inspetores malas de colégio e vendedores de pamonha.

O Bozo e a Vovó Mafalda criaram um universo de horror e aversão a palhaços por todo o Brasil, de modo que quando vimos alguém pintado logo começamos a ter sudoreses e achamos que são fantasmas da infância ou asseclas do Freddy Kruger que vai nos pegar. Descobrir que a Vovó Mafalda era um homem foi o maior trauma da minha infância, se bem que, de fato, o maior mesmo foi pensar no punhal que o Fofão de brinquedo tinha l na barriga a fim de matar as criancinhas enquanto elas dormiam.

A Xuxa mandava mensagens subliminares com o intuito de fazer da minha geração uma horda de seguidores do Satã. “Marquei um Xis, Xis, Xis no seu coração” o Xis invertido vira six, seis em inglês, e 666 é o número do Capeta, Belzebu, Coisa Ruim... A Mara Maravilha aposto que também eram mancomunada com o coisa ruim, uma vez que largou a televisão falou que estava salva e rapidamente se tornou evangélica radical.

O Sergio Malandro, com seu ingênuo glu glu glu glu e com a sua porta da esperança era um traficante de cocaína.

Personagens nos influenciaram de maneira surpreendente. Os Ursinhos Gummi são fundamentas para se compreender o alcoolismo na minha geração. Para quem não se lembra, os ursinhos ficavam fortes e corajosos ao beberem um suquinho roxo, que eu juro que era vinho ou vodka com suco de uva. De qualquer maneira, foi a mensagem inconsciente deixada pelos ursinhos que me fez beber e aposto que fez muitas pessoas entrarem no caminho do álcool.

A Disney foi a pior de todas. Me fez matar a minha mãe e fazer sexo após ver Rei Leão, assim como me deixou com vontade de fazer sexo quando vi Bernardo e Bianca e o mais traumático de todos, dar a bunda após ver A Pequena Sereia.

Acho que a única coisa mesmo que prestava naquele antro de perversidade eram os comercias da polishop que mpostravam os produtos inventados por Deus, como as Facas Guinzu, a Pennali Pen dentre outros.( As facas Guinzu e as meias Valerinas são um paradoxo pós moderno)

domingo, dezembro 12, 2004

Post conjunto

"Custa caro não morrer, honey. Morrer também. Viver não menos. "
(Caio Fernando Abreu)

Tudo em nós parece tão complexo. Viver é quase um sacrifício e um milagre. Cada estertor, cada bulha que arrebenta no coração. Cada célula que se divide, arriscando cair na tentação de uma vida própria. Cada vaso que se rompe, ameaçando toda nossa hemostasia. Somos frágeis, tão frágeis. Mal sabemos nos defender os perigos do mundo. É a epiderme que nos separa de todos os perigos, um bocado de ossos: mais nada. Mais nada. Viver é um completo desprotegimento.

Mas morrer também não deve ser fácil. Botar toda a maquinaria abaixo, estática, silenciosa, custa muito trabalho. Embora seja instantâneo e indolor, difícil é ir dizendo adeus à vida diariamente. Cada segundo é menos um. Aquela certeza da finitude é violenta e destruidora. Não há consolo para a idéia que ao atravessar de uma rua, ao encontro furtivo com um Staphyloccocus meticilino-resistente, um caminho errado que se escolha, puff. Foi-se. Sem chace de protesto ou apelação.

Penso, penso mesmo, que o mundo anda tão complicado. Que é tudo de uma dificuldade tão desanimante. Por isso caminho (e caminhamos), a passos lentos e pesados, pesarosos e cansados: ah, porque não existe alguma fórmula de simplificação imediata?

Post conjunto com o Sete Faces

segunda-feira, dezembro 06, 2004

Montanha abaixo...

Prenúncio de um final de ano acadêmico de pirar qualquer um: velório no anfiteatro, coroas de flores, choro, choro, choro. O Curso paralisado, pelo menos por um dia.

Para lembrar que a vida é muito frágil e que vivemos quase pedindo licença a todo mundo.

E depois do enterro, o inferno acadêmico. Lá vamos montanha abaixo...

domingo, dezembro 05, 2004

Post conjunto

"I'm too sexy for my shirt, too sexy for my shirt, too sexy, yeah"
(Right said fred)

Vamos la: um, dois, um, dois, tres, quatro! E...

Nao se reprima, nao se reprima, nao se reprima...

Que fim, que fim levou o Robin? Que fim, que fim, que fim levou o Robin?

Pense em mim, chore por mim, liga pra mim, nao, nao liga pra ele...

E eu sou apenas um rapaz latino-americano, sem dinheiro bolso...

Vamos a la playa, vamos a la playa...

Eu era a raposa e voce as uvas, e eu querendo seu beijo roubar...

Toda minha vida (Sim!) eu te procurei (Nanananana) hoje sou feliz com voce que eh tudo que sonhei...

Eu queria ser uma abelha pra pousar na sua flor... Haja amor... Haja amor...

Quando tao louca, me beija na boca e me ama no chao...

Caso do acaso bem marcado em cartas de taro... Meu amor, esse amor, de cartas claras sobre a mesa...

E fim!

Post conjunto com o Sete Faces

(z0/)

sábado, dezembro 04, 2004

Ainda alcoolizado

Foi melhor assim. Resisti. Obedeci aos primeiros instintos.

O que, definitivamente, nao eh uma acao unicamente positiva...